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Data de lançamento
26 Jan. 2024Duração
Seu Cavalcanti tem 90 e tantos anos e uma saúde de ferro. Depois de sofrer uma grande contrariedade, acompanhamos suas aventuras em busca de reconquistar sua independência e seu prestígio.
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Com roteiro e direção assinados pelo cineasta recifense Leonardo Lacca, diretor assistente de ‘Bacurau’ (2019) e ‘O agente secreto’ (2025), preparador de elenco de outros filmes de Kleber Mendonça Filho, como ‘O som ao redor’ (2012) e ‘Aquarius’ (2016), o filme é uma irreverente homenagem ao personagem-título, que é seu avô, um idoso de 90 anos que busca reverter um problema do passado, que o intriga. O filme, um docuficção, alternando cenas reais do Sr. Cavalcanti em casa com a família e amigos e seus afazeres, com encenações, demorou quase 20 anos para ser realizado. Lacca começou a gravar o avô em 2003, em câmeras digitais emprestadas da universidade onde estudava. O idoso é registrado sem ser percebido em muitos momentos, com naturalidade nas cenas, e também em momentos posados para a câmera, sabendo o que fazia. A montagem, utilizando dublagens e efeitos especiais antigos, dá o tom desse filme que nos engana – nunca sabemos se é realidade ou ficção o que está na tela, o que cria uma narrativa diferente, de pura imaginação, altamente criativa e gostosa de se ver. Será que Seu Cavalcanti está interpretando um papel ou é ele mesmo ali? O idoso faleceu em 2016 e não viu o filme sair.
No final, uma cena reveladora, ao mesmo tempo emocionante e bem humorada, conduzida pela atriz Tânia Maria – que vem sendo elogiada em sua participação como coadjuvante em ‘O agente secreto’. Vemos até participação da atriz Maeve Jinkings, que contracena com Cavalcanti numa antiga gravação de 2013. Inicialmente foi produzido pela Trincheira Filmes, empresa de Lacca; mas durante o processo de gravação ganhou dois fortes aliados - Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho, da Cinemascópio Produções, que se uniram na produção final. Fotografia assinada pelo premiado Pedro Sotero, dos filmes de Mendonça Filho.
O doc foi exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes do ano passado e está agora nos principais cinemas do país, com distribuição da Cajuína Audiovisual. Adorei o longa e me familiarizei com esse avô cheio de graça.
POR FELIPE BRIDA - em cinema-naweb blogspot com
- aahh! como eu queria ter feito algo semelhante com meus avós e ter filmado eles no cotidiano
- peça rara o seu cavalcanti, tinha até ficado com o pé atrás quando mostra que ele era policial, mas ai ele fala que votou na dilma.. com a foto dela na carteira! amo, nunca critiquei
- porra, a parte que o diretor/neto/filho falando que ele era um senhor com noventa e tantos anos, com uma vontade de viver.. me quebrou demais
- só não me quebrou mais que a cena do aniversario da filha sem ele..