Não há como não comparar este curta com o anterior, O Pão e o Beco, achei este bastante inferior, principalmente se levarmos em consideração que Kiarostami teve quatro minutos a mais para trabalhar em uma história que acaba não acontecendo. Faltou algo, não me perguntem o que, mas quem sou eu para dizer isso do mestre iraniano, né? Só sei que não consegui adentrar tão bem neste curta como no outro, não me prendeu, e a obra do diretor costuma me prender como poucas. Então fiquei com este sentimento esquisito... mas faz parte.
A fotografia é bonita, também marcada pela época (carros, roupas, etc) não seria difícil ser belo, mas Kiarostami para mim passa longe de ser genial,a banalidade é mostrada de forma banal - simples assim, sem nos levar a alguma reflexão ou um choque. Diferentemente do também iraniano Majid Majidi, que consegue criar obras geniais mostrando histórias banais e cheias de emoções.
Basicamente é um anti-cinema. Aqui o importante não é a trama nem a história somente o momento e o fascínio vem exatamente disso. Como pode um filme se sustentar quando não há nada a dizer e não acontece absolutamente nada, quando seus personagens não tem passado ou futuro? Esse aqui consegue se sustentar. Proposta bem diferente.
Não há como não comparar este curta com o anterior, O Pão e o Beco, achei este bastante inferior, principalmente se levarmos em consideração que Kiarostami teve quatro minutos a mais para trabalhar em uma história que acaba não acontecendo. Faltou algo, não me perguntem o que, mas quem sou eu para dizer isso do mestre iraniano, né? Só sei que não consegui adentrar tão bem neste curta como no outro, não me prendeu, e a obra do diretor costuma me prender como poucas. Então fiquei com este sentimento esquisito... mas faz parte.
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A fotografia é bonita, também marcada pela época (carros, roupas, etc) não seria difícil ser belo, mas Kiarostami para mim passa longe de ser genial,a banalidade é mostrada de forma banal - simples assim, sem nos levar a alguma reflexão ou um choque. Diferentemente do também iraniano Majid Majidi, que consegue criar obras geniais mostrando histórias banais e cheias de emoções.
estou apaixonado por esses curtas antigos do kiarostami <3
Basicamente é um anti-cinema. Aqui o importante não é a trama nem a história somente o momento e o fascínio vem exatamente disso. Como pode um filme se sustentar quando não há nada a dizer e não acontece absolutamente nada, quando seus personagens não tem passado ou futuro? Esse aqui consegue se sustentar. Proposta bem diferente.
É lindo como o cotidiano é tão bem retratado pelo Kiarostami