Dirigido por
Duração
Vencedor da Camera D'Or, no Festival de Cannes 95, essa história foi desenvolvida pelo diretor iraniano Abbas Kiarostami como um presente para Jafar Panahi, que trabalhou como seu assistente de direção em Através das Oliveiras. Um dia, Panahi explicou ao diretor que queria fazer um curta, contando a ele o que tinha em mente. Kiarostami se entusiasmou e o incentivou a realizar um longa, prometendo fazer o roteiro do filme.
Repleto de magia e fantasia, o filme começa em 21 de março, Ano Novo no Irã, quando uma menina, Razieh, sonha comprar um peixe dourado para as comemorações da data, repetindo uma antiga tradição do país. Com a ajuda do irmão, ela convence a mãe a dar seus últimos tostões para a compra do peixe.
Em seu caminho para o mercado, a menina perde o dinheiro. Isso, no entanto, não é motivo para que ela desista de seu sonho. Ela sai à procura do dinheiro, vivenciando encontros inesperados e a solidariedade de estranhos personagens.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
filmes anticoncepcionais.
(ps: fiquei morrendo de dó do vendedor de balões)
O primeiro longa-metragem do iraniano Panahi narra com muita simplicidade as aventuras de uma menina pelas ruas de Teerã. Segue a cartilha do mestre Abbas Kiarostami, que contribui aqui como roteirista, e por meio do olhar inocente das crianças, consegue dar um testemunho poderoso sobre o seu país.
Quase um remake espiritual de Onde Fica A Casa do Meu Amigo (1987). Não é à toa que O Balão Branco também tem o Kiarostami no roteiro. A menininha, deus que me perdoe, mas me pareceu meio chatinha e chorosa demais na primeira metade. Depois, com a chegada da roleta de personagens que vem e vão, acabamos nos afeiçoando mais com ela, ao mesmo tempo que ela também vai ficando mais durona (a rejeição em falar com o militar do exército, por exemplo). Boa fábula.
Esse filme me despertou as mais diversas sensações.
A história é envolvente, mas o vínculo com a protagonista se torna difícil por ela ser bem chatinha.
O universo onde os personagens estão inseridos é um verdadeiro caos. Os adultos, verborrágicos, não fazem um mínimo de esforço para ouvir ou ajudar as crianças que estão enfrentando um problema.
Fiquei incomodado com a cena do soldado interagindo com a menina, boas intenções ele não tinha... se ela tivesse aceito as sementes de girassol, considerando a forma que ele as guardou no bolso no final da interação, provavelmente o final seria trágico. E a cena final é cruel, revelando o egoísmo e a ingratidão dos mesmos personagens que estávamos sentindo pena até então. Coitado do menino do balão branco. Que agonia.
Interessante conhecer histórias de outras culturas, outras realidades, estou refletindo muito até agora
Eu sempre fui um entusiasta do cinema iraniano. Só que esse aqui não me empolgou. A história parece que quase nunca avança e não ajuda em nada ter uma jovem protagonista mimada e irritante. Fica até difícil torcer por ela e a cena final ainda me fez ficar ainda mais revoltado com as atitudes dela. Foi um filme de curta duração que acabou me parecendo longo pela falta de empatia com aquilo que presenciei nele. Não é de todo ruim. Por ser uma obra do cinema iraniano eu esperava algo que me comovesse e me impressionasse mais.