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Do filme constam imagens antigas de Glauber como diretor e ator, além de dados biográficos e depoimentos sobre o mais importante cineasta brasileiro dos últimos tempos e expoente máximo do Cinema Novo.
No tempo de Glauber é, ainda, a reconstrução de uma obra inacabada de Glauber Rocha, Kryzto no Terceiro Mundo, o segundo capítulo de A Idade da Terra. Roque Araújo deu continuidade ao trabalho do cineasta, montando as imagens já filmadas conforme a idéia inicial de Glauber. Nas cenas filmadas de Kryzto no Terceiro Mundo, aparecem em cena alguns dos atores mais expressivos que já trabalharam com Glauber: Jece Valadão, no papel de Cristo Índio, Tarcísio Meira, como o Cristo Imperador, Maurício do Vale, interpretando Lúcifer, Carlos Petrovitch, como Santanás, Antônio Pitanga, no papel do Deus Negro, Norma Bengell, como Santa Madalena, Paula Gaetán, representando a Virgem Maria e João Ubaldo Ribeiro, como o Apóstolo.
No Tempo de Glauber, tem ainda participações importantes de Ana Maria Magalhães, Danusa Leão, Geraldo D´El Rey, Paloma Rocha, Gustavo Dahl, Mário Gusmão, Tisuka Yamasaki, Yurica Yamasaki, Othon Bastos, Odete Lara, Jofre Soares, Emanuel Cavalcanti, Rogério Duarte e David Leroy.
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https://www.youtube.com/watch?v=K6kHIRIUe6E
O filme é um relato honesto e modesto de uma talentoso artista e técnico que é o Roque Araújo. Glauber deu vários rolos aos cuidados de Roque. Alguns cineastas 9depois da morte de Glauber) tentaram tirar os negativos das mnao de Roque, alegando que o mesmo não era um intelectual e não poderia montar algo que era do expoente do Cinema Novo. Chegaram a pedir a mãe de Glauber. Mas essa disse a seguinte frase: "Se meu filho deus as latas para o Roque é pq ele sabia oq estava fazendo.". Quando vi esse filme no CCBB-RJ, estava lá o Roque Araújo que contou essa história e muitas outras, mas tbm estava a mãe do Glauber. Ao final da exibição ela disse: "Eu vi meu filho ali. Só isso. Meu filho.". Foi um dos documentários que mais me marcaram. Me apresentaram um Glauber que eu não sabia que existia.
E eu ainda acho que ele, depois de todos esses anos e por não ter um "cineasta" de elite e intelectuaizado por trás, ainda é marginalizado da história do Cinema Brasileiro.