Camila (Leandra Leal) tem a escrita como sua grande paixão. Intensa e corajosa, ela busca criar para si uma existência complexa o suficiente para que possa escrever sobre ela. Ela escreve compulsivamente em um blog, só que isto faz com que também fique isolada.
Essa protagonista entraria no meu top 5 protagonistas mais insuportáveis e desprezíveis que eu já vi em toda a minha vida. Completamente repulsiva e não consegui ter empatia. Filme maçante. Uma pena, pois pensei que iria gostar.
Dou duas estrelas só pela Rosanne Mulholland <3 Ela é linda demais, assistir por ela, mesmo não aparecendo muito.
Exaltar o talento de Leandra Leal é chove no molhado, genético, esta no DNA, inerente, exala atuações esplêndidas e intensas, porem delicada, por sua vez Juliano Cazzaré, se não fosse minions seria igualmente esplêndido, bonito e talentoso (além de dotado, como vimos em Boi Neon). Baseado no livro Máquina de Pinball, de Clarah Averbuck (fiquei super interessada na obra), um roteiro latente, cenas cruas, nuas (às vezes literal), realistas e doloridas, dor pungente, a cena da barata de uma analogia estupenda... Um que saudosista dos anos 2001, internet discada, visual bem retro, deliciosamente nostálgico… Solidão e medos...
Tirei duas estrelas porque faltou ela transar com o zelador e o balconista do bar. Deixou esses escaparem.
Aí não, né
Acho que eu nunca vi um filme tão ruim em toda a minha vida.
Uma mina egoísta e confusa que machuca todos ao redor com a desculpa de que é intensa.
Isso era muito moda mesmo em meados dos anos 2000.
No final aparece que o filme é inspirado em dois livros da clara averbuck. Já tive curiosidade de ler as coisas dela, mas depois disso nem vou mais atrás.
um retrato desse povinho alt do twitter, o quão são decadentes na vida real (não tinha twitter mas me parece muito os alternativos escrotos aqui da minha cidade), e ela é uma RED FLAG ambulante meu deus do céu, impossível romantizá-la
me lembrou uma vibe do livro tristessa de jack keroauc
acho que essas fissuras na montagem e "falhas" de continuidade foram propositais, para o viés que o filme se propõe, não acho que tenham sido "erros"
é muito satisfatório ver cada detalhe anos 2000 das cenas, o filtro azul, o barulhinho da internet discada, os comandos dos velhos sistemas operacionais, a rotina de uma louca alternativa dos anos 2000, ISSO me fez considerá-lo um bom filme
os diálogos são bem toscos, mas no fim das contas, é tudo muito bem tosco, ao mesmo tempo que essa é a realidade dessa galerinha "intensa"
só considero um bom filme levando em conta que ele mostra a decadência hedonista dos jovenzinhos underground