A girl on the edge of adulthood confronts crises with her family and friends in this drama. In 1983, war is tearing through Beirut, but that is of little concern to 12-year-old Lina (Marianne Feghali), who has problems to contend with at home. Lina's father, Fouad (Aouni Kawass), is addicted to gambling, an obsession that is tearing apart his marriage to Therese (Carmen Lebbos). Lina's family also happens to live in the same apartment building as her Aunt Yvonne (Laudi Arbid-Nasr); Aunt Yvonne is wealthy, but she's tired of bailing out Fouad and refuses to lend the family another cent, despite their precarious circumstances. And in a neighborhood feeling the impact of the war, one of Lina's only friends is Siham (Rawia Elchab), a young woman who works as Aunt Yvonne's maid. Lina and Siham are all but inseparable, but when Lina learns that her friend has decided to leave Beirut behind to start a new life, she responds in an unexpected manner. Dans les Champs de Bataille was the first feature film from Danielle Arbid, a writer and director who was born in raised in Lebanon before moving to France when she was a teenager.
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Em Beirute, no Líbano, 1983, a vida secreta de Lina, de 12 anos, gira em torno de Siham, empregada de sua tia, seis anos mais velha. A pequena apoia os casos de amor clandestino da pessoa mais velha e defende seus interesses. Mas ela passa despercebida pela empregada e, além disso, por sua família, especialmente por seu pai destrutivo, aventureiro e egoísta. Numa vida diária incerta, a da guerra, paixões e frustrações, Lina entra no mundo dos adultos, sem nenhuma consciência do certo e do errado...como se pudéssemos ter consciência disso aos doze anos! Uma guerra é um campo aberto para atrocidades. Nas ruínas de tudo, matar se torna lei sagrada. E a sobrevivências grave aqui não é necessariamente a morte, é que parte do essencial reside na abolição dos pontos de referência morais que a guerra endossa. O homem retorna ao estado de besta. Ao apresentar Lina de doze anos em um momento em que qualquer ruptura com a verdadeira existência é perigosa, ao aprofundar sua intimidade diante das armadilhas do tumulto, "Nos campos de batalha" responde plenamente a este estado de coisas: o que poderia ser mais convincente do que analisar a busca de Lina por meio de suas relações com seus entes queridos, o que resta, os laços que ainda os unem, para evocar o drama de Beirute em 1983. Uma família onde o ser humano foi reduzido a nada, onde o pôquer substitui a vida: uma tia, o poder financeiro do clã, barricada atrás de uma frieza com cara de loucura, uma empregada, Siham, um escravo permitido nestes tempos, um pai com sensibilidade desregulada, desarmado diante de sua própria destruição ou procurando por ela, uma mãe que não é nada além de lágrimas, o que poderia ser mais evocativo do que uma família para detectar a quebra de sentimentos essenciais à vida. O filme conta como, em meio aos escombros destes mundos interiores, a passagem muito aleatória para o mundo físico e o amor é vivida por Lina, ainda quase uma criança em busca do bem e do mal, como, deixada à sua própria sorte e sob o risco de alguns bombardeios inoportunos, ela tenta aproveitar-se dos casos de amor clandestino de Siham, seis anos mais velha. Os tiros e as bombas pontuam a rotina da vida, a rotina das batidas nas adegas. A guerra matou a emoção. Mas o filme vai além da emoção. Com uma sobriedade infalível da imagem, do corte, uma distância implacável das personagens, mantida como insetos evoluindo na precisão da moldura, ela retrata a vida como a própria vida não ousa retratar a si mesma. A emoção só é preservada onde ela sobreviveu: no coração e nos olhos de Lina. Siham fugirá de seu inferno, correndo pela rua devastada, entrando no primeiro carro que aparece, perseguido por Lina e deixando-a para trás, onde um carro blindado e um canhão estão ocorrendo. A regra da guerra, não pense no perigo, é respeitada. É uma angústia firme, e fica ainda pior nos tempos de guerra - 2022.