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Morando em Paris, a jovem Amy retorna a sua terra natal, Burkina Faso, após a morte do pai. Procurando sua mãe, da qual foi separada aos 8 anos, ela tem de adentrar em uma cidade da qual não possui referências e conviver com uma família que incomoda mais do que reconforta. Paralelamente, a burquinense Mariam procura desesperadamente por sua filha em Paris. Realizando serviços de limpeza, ela conhece Esther. Dessa maneira, as duas solitárias mulheres trocam experiências e aprendem a se apreciarem.
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O filme tinha um bom argumento nas mãos, mas nitidamente erra feio ao não saber criar um enredo que unisse contexto social e drama de maneira regular.
Amy procura por sua mãe, Mariam procura por sua filha, ambas tem origem africana, mas a trama parte de pontos diferentes. Enquanto Amy, que vive com uma família de boa condição social desde criança, na qual eles tem bastante carinho por ela, deixa a sua vida de conforto em Paris e parte para Burkina Faso, na África, em busca de sua progenitora, Mariam vive em Paris de forma humilde, mas sempre trabalhando para conseguir melhorar sua vida, como atividade extra ela ensina língua diúla para a parisiense Esther, nisso elas acabam se tornando bastante amigas.
Com Amy vemos o choque cultural que se forma quando ela passa a conviver com a pobreza, a falta de entendimento com uma língua que ela não tem domínio e o comportamento diferente do que costumava ter, já na trama de Mariam parece haver uma troca singela e afável de experiências culturais entre ela e Esther, ao mesmo tempo que demonstra em outros momentos do seu dia a dia uma melancolia.
O problema da obra fica por conta da falta de orientações certas nas histórias, parece que o filme tem um interessante início, depois fica vagando sem rumo, encontra alguns caminhos mas sai deles rapidamente, e termina não chegando a lugar nenhum.
Os conflitos que surgem na narrativa de Amy parecem fogo de palha e o anseio de Mariam pela filha não é visto de maneira incisiva na história, e pra piorar o final inconclusivo acaba por decepcionar.
De mediano a fraco!
Quero acreditar que Mariam era a mãe de Amy, passei boa parte do filme apostando nessa ideia e aguardando que no fim o encontro (ou pelo menos um final mais redondo com as duas tramas) pudesse existir. Pena que a obra terminou daquele jeito, uma ouvindo uma declaração brochante da tia sobre a irmã e a outra chateada com a amiga porque ela iria criar uma criança africana, que acabou fazendo ela lembrar da sua possível história.