Nothing compares é um documentário sobre a vida da cantora irlandesa Sinéad O'Connor. O documentário centrado em um período de cinco anos (1987-1992), apresenta O'Connor quando ainda estava se estabelecendo como uma cantora, enquanto batalhava contra misoginia e tentava se destacar em uma indústria predominantemente machista. Sinéad O’Connor teve uma ascensão meteórica, mas caiu em desgraça depois de ter rasgado publicamente uma foto do Papa João Paulo II, em protesto aos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica. De voz aguda e temperamento forte, Sinéad mudou radicalmente a figura da mulher no rock ao raspar sua cabeça, usar roupas masculinas e soltar frases polêmicas ao se referir à moral e aos bons costumes. Utilizando imagens de arquivo e a voz da própria cantora como narradora, o documentário resgata essa trajetória de um ponto de vista abertamente feminista.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
They tried to bury me but didn’t know that I was a seed.
Material concentrado de forma muito interessante no projeto, Sinéad era muito fora da casinha, mas no sentido do anticonvencional, porem foi tratada como perturbada, pelo seu jeito e pelo seus protestos /militâncias.... seu talento era magistral mas tinha ali uma fragilidade que se chocava com a rebeldia. Artista que não será esquecida, no doc não falou da morte do filho e de como isso afetou para seu desligamento do plano terrestre, pois foi produzido antes, fechei os olhos e criei o fim do fim. Nostálgico e emocionante o que vi, e Sinéad com aquele olhar lindamente triste, pra mim é um marco no universo da música, das artes e da cultura pop, levo no coração, e valeu apena assistir o documentário que mostra o lado mais íntimo e DOCE, de auto contrapontos, anárquico e oscilante da musicista, o que me tocou muito ,várias identificações (...).
Uma mulher incrível, autêntica, à frente do seu tempo, com uma história de vida repleta de traumas e perdas nunca superados. Apesar da aparente fragilidade, tinha a coragem de dar a cara a tapa na defesa do que acreditava. Uma perda enorme para a música e para todas as pessoas que de alguma forma se identificavam com ela...Uma inspiração.
O documentário de cerca de 1h30 foca no aspecto da personalidade da cantora, apontando traumas pessoais como norteadores de sua conduta. Ao contrário de outras artistas da época, ela rejeitou o cômodo lugar de uma "linda garota que canta". Fugiu da objetificação, demonstrando personalidade e opinião. Enquanto isso a querida Madonna estava sendo a "material girl" que a indústria queria. Hoje em dia são todas feministas, mas bater de frente com a indústria foi para poucas. Ela foi sim uma mulher a frente do seu tempo, pagou um preço bem alto, mas, para mim, o que fica é sua linda voz. Infelizmente não foi autorizada a apresentar Nothing Compares no documentário, mas teve Mandinka. Senti falta de Jealous que amo. É triste olhar hoje e identificar um cancelamento em escala mundial numa época em que ainda nem se falava nisso.
Fraco. Após a polêmica no Saturday Night Live o documentário perde o rumo: a vida dela deixa de ser contada para mostrar as mudanças na Irlanda e no mundo. Vale ressaltar que muitos outros artistas já vinham defendendo tais pautas antes dela, como Madonna e muitas bandas de rock. Não ter informações minuciosas sobre a música que a fez estourar é um absurdo. A saída foi focar no vídeo da canção.
Ficou devendo os seguintes assuntos: a mudança de nome, a ida para o islã e a morte do filho.