Yae, que perdeu seu marido na guerra, administra uma pequena fazenda com sua sogra, enquanto cria seu único filho, Tadashi. O repórter Okawa a entrevista sobre as recentes reformas agrícolas e os dois se tornam grandes amigos.
Os filmes de Mikio Naruse são ótimos para conhecermos os aspectos da cultura japonesa. Em cada filme ele trabalha um desses personagens. Aqui, vemos a cultura dos agricultores logo no período pós-guerra.
Nuvens de Verão já é o décimo quarto filme que assisto do Mikio Naruse, um dos diretores japoneses que mais conheço, de um trabalho bastante notável nos gêneros gendaigeki e shomingeki.
Com esse filme, Naruse sai um pouco dos dramas familiares típicos, que retratam a vida urbana. Nesse filme, que não tem absolutamente nada a ver com nada que eu conheça do Naruse, o diretor se reinventa ao retratar a vida na zona rural do Japão pós-guerra, onde a modernização e a ocidentalização do país chegaram mais lentamente, onde valores tradicionais que remontavam ao Japão Feudal ainda persistiam.
O que mais me chamou a atenção é a trama da personagem que queria fazer curso universitário, mas foi impedida pela família. Parece que a ascensão social era muito mal vista em uma sociedade que durante séculos foi dividida em "castas profissionais", onde é uma vergonha um camponês deixar de ser camponês.
Não bastasse, o filme retrata campos vastos com riqueza de cores (um Naruse colorido nos anos 1950!), tornando o filme visualmente deslumbrante. Ótimo filme.
Os filmes de Mikio Naruse são ótimos para conhecermos os aspectos da cultura japonesa. Em cada filme ele trabalha um desses personagens. Aqui, vemos a cultura dos agricultores logo no período pós-guerra.
Nuvens de Verão já é o décimo quarto filme que assisto do Mikio Naruse, um dos diretores japoneses que mais conheço, de um trabalho bastante notável nos gêneros gendaigeki e shomingeki.
Com esse filme, Naruse sai um pouco dos dramas familiares típicos, que retratam a vida urbana. Nesse filme, que não tem absolutamente nada a ver com nada que eu conheça do Naruse, o diretor se reinventa ao retratar a vida na zona rural do Japão pós-guerra, onde a modernização e a ocidentalização do país chegaram mais lentamente, onde valores tradicionais que remontavam ao Japão Feudal ainda persistiam.
O que mais me chamou a atenção é a trama da personagem que queria fazer curso universitário, mas foi impedida pela família. Parece que a ascensão social era muito mal vista em uma sociedade que durante séculos foi dividida em "castas profissionais", onde é uma vergonha um camponês deixar de ser camponês.
Não bastasse, o filme retrata campos vastos com riqueza de cores (um Naruse colorido nos anos 1950!), tornando o filme visualmente deslumbrante. Ótimo filme.