Um jovem sapateiro é preso por roubar uma pequena quantia de dinheiro, e é liberado após ser preso por 15 anos. Ele quer ter um passe para conseguir um emprego e começar de novo, mas sem um trabalho, ele não recebe um passe, e sem um passe, ele não consegue um emprego. Ele entra na rede de burocracia prussiana, e não encontra uma solução. Até que ele entra em uma pequena loja de segunda mão, e vê um uniforme prussiano que lhe cai como uma segunda pele ...
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Produção alemã da Real-Film GmbH indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o italiano A estrada da vida (54), de Fellini; no Festival de Cinema de Veneza, mais 3 nomeações: Leão de Ouro de melhor filme, e vencendo as categorias Prêmio Cinema Novo e Menção Especial para Heinz Rühmann (1902-1994) por sua performance. Esta comédia dramática foi baseada na mesma peça de teatro homônima de Carl Zuckmayer (1896-1977).
Outras versões: o silencioso Der hauptmann von Köpenick (26), o alemão Der Hauptmann von Köpenick (31), o americano Passaporte para o céu (45), a co-produção teuto-austro-suíça feita para a TV Der Hauptmann von Köpenick (97) e o também germânico feito para a TV Der Hauptmann von Köpenick (05).
O filme foi baseado na história real do sapateiro Wilhelm Voigt (1849-1922), que se vestiu de oficial militar alemão e, com a ajuda de soldados desavisados, assumiu a prefeitura de Köpenick e confiscou a bolsa da cidade. Helmut Kautner (1908-1980), diretor do longa, aparece em uma pequena parte como um moedor de órgão.
Divertida comédia que mostra que burocracia e malandragem existem desde sempre em qualquer lugar do mundo. Nota 7,5.
Ótima comédia com um toque fino de humor negro, mostrando como estamos cercados de burocracia e o quão passivos somos ante o colosso do Estado.
Como figura histórica, o filme dialoga com o poder militar que se impõe como quer, e mesmo o Estado, diante deste, se vê um verme esmagado. Assim se constroem ditaduras escoradas no poderio bélico. Além de tratar questões individuais, com o homem não conseguir ser reto poi o Estado e seus mecanismos não o permitem, e além: mesmo que se perca tudo, você inda terá sua língua materna.
Infelizmente o filme tenta ser comercial o que o leva para caminhos e respostas apenas cômicas ou de fácil assimilação, quando poderia ir mais a fundo na extraordinária história real que o inspira. Nada que tire seu brilho enquanto obra, que ainda é ressaltada pela fotografia precisa e atuações hilárias.