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Data de lançamento
4 Junho 2008Duração
Franco Elica é um cineasta preocupado com o casamento de sua filha com um católico extremista. Ele está filmando outra versão de 'I Promessi Sposi', mas um escândalo explode na produção e o obriga a fugir para a Sicilia, onde conhece o Sr. Palagonia que lhe propõe que filme o casamento de sua filha, mas enquanto Franco se prepara para dirigir o filme da cerimônia, se apaixona pela noiva.
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Vi na TV Cultura, alguns anos atrás. Achei mediano, não conseguiu prender meu interesse.
Para quem gosta de filmes artísticos demais, desses que a história nem sempre faz sentido, que não segue uma narrativa comum, esse “O casamento” é um bom exemplo. O ator Sérgio Castellitto, que até tem uma presença interessante, é um cineasta que precisa filmar um casamento no qual se apaixona pela noiva. E haja surrealismo nas cenas em que nunca se sabe se é real, ou pensamento, ou sonho. Resumindo, o filme não se sustenta.
Um momento mais leve, porém, não menos inteligente de Bellocchio, provocador nato e eterno "demolidor das instituições". A começar pelas cenas iniciais, onde o protagonista arranca o véu da noiva (sua filha), para espanto geral dos convidados ao casamento. Em seguida, vemos o vestido da noiva sendo simplesmente pisoteado pelas pessoas que estão a seu redor, tamanho é o desespero p\ conseguirem se aproximar e tirar fotos da noiva... Destaque p\ o ótimo trabalho de direção e para a fina ironia do roteiro, segundo o qual, "o casamento é a morte do amor".
"...mas lembre-se que trabalhamos duro e por isso o sr pode ser um artista..." (da mãe da noiva ao cineasta - que está sendo PAGO pela família pra filmar o casamento)
Há tanta tecnologia nos tempos atuais e o cinema hoje se prende a mediocridade e prisão dos efeitos especiais.
Há mais riquezas artísticas, estéticas e técnicas em quadros centenários e filmes do início do século do que o lixo exibido nos cinemarks, playartes e nos milhares de masturbadores imagéticos travestidos de salas de cinema presentes nos currais humanos denominados Shoppings Centers.
Bellochio bebeu da fonte surrealista que Artaud, Dalí e Buñueel se embebedaram.
Ousou, mas poderia ter ousado mais. Ficou no limite da compreensão e não foi mais além. Mas o que importa é que saiu dos filmes comuns, da fórmula que rege que todos compreendam, da regra em que tudo deve seguir o realismo de forma fiel.
Esse filme é um foda-se ao realismo e principalmente a igreja e suas cerimônias iguais.
"O casamento é igual um funeral, pois nele se morre o amor", genial!
Cinema para não se entender, para se apreciar. Mas por não ter ousado mais, fico na nota 4.