Deixado um pouco de castigo por mau comportamento, o filho de Ana e Mateo desaparece. O casal precisará enfrentar vários sentimentos, tais como o medo e a culpa, para tentar encontrar o garoto entre a floresta e a estrada.
O desabafo final da mãe vale pelo filme inteiro. Infelizmente essa é uma realidade muito comum: mães exaustas, pais omissos e crianças reativas. Faltou diálogo entre o casal e isso afetou a dinâmica familiar.
Me lembrou Precisamos falar sobre o Kevin (guardadas as devidas proporções, é claro, porém ambos falam de mulheres que não queriam ter filhos e cederam à pressão do marido / da sociedade, tendo que enfrentar as consequências depois).
É essencial desmistificar a maternidade e pensar sobre as nossas questões, a nível individual e social.
Num único plano sequência, vemos todas as cartas que formaram o castelo dessa família ruir. A estrada e as áreas de vegetação bruta onde tudo se desenrola, se torna uma espécie de confessionário para que sejam expostas mágoas antigas e o roteiro levanta questões pesadas acerca do seio familiar, levando tudo a um limite sem volta. Fiquei atônito diante da sinuca de bico que Matias Bize nos coloca e como cúmplices, nos deixa no meio de um incêndio devastador com resultados irreversíveis.
Um pouco denso, mas muito verdadeiro a respeito da ambivalência de ser mãe. Desmistifica um pouco a questão da maternidade ao mostrar os desejos e sonhos pessoais de uma mulher
Nos leva da tensão pela questão do sumiço do guri para o engolir seco com as revelações sinceras, fortes e controversas na reta final, e o que puxa o filme para um lado muito sério, com relação ao materno-paterno, e existencial. Fanzão de filmes que provocam essas inquietudes.
O desabafo final da mãe vale pelo filme inteiro. Infelizmente essa é uma realidade muito comum: mães exaustas, pais omissos e crianças reativas. Faltou diálogo entre o casal e isso afetou a dinâmica familiar.
Me lembrou Precisamos falar sobre o Kevin (guardadas as devidas proporções, é claro, porém ambos falam de mulheres que não queriam ter filhos e cederam à pressão do marido / da sociedade, tendo que enfrentar as consequências depois).
É essencial desmistificar a maternidade e pensar sobre as nossas questões, a nível individual e social.
Num único plano sequência, vemos todas as cartas que formaram o castelo dessa família ruir. A estrada e as áreas de vegetação bruta onde tudo se desenrola, se torna uma espécie de confessionário para que sejam expostas mágoas antigas e o roteiro levanta questões pesadas acerca do seio familiar, levando tudo a um limite sem volta.
Fiquei atônito diante da sinuca de bico que Matias Bize nos coloca e como cúmplices, nos deixa no meio de um incêndio devastador com resultados irreversíveis.
Um pouco denso, mas muito verdadeiro a respeito da ambivalência de ser mãe. Desmistifica um pouco a questão da maternidade ao mostrar os desejos e sonhos pessoais de uma mulher
que abriu mão de tudo em função da maternidade. E o ódio que vem acompanhado disso.
Produção argentina e chilena de poucos cortes e muita interpretação.
Nos leva da tensão pela questão do sumiço do guri para o engolir seco com as revelações sinceras, fortes e controversas na reta final, e o que puxa o filme para um lado muito sério, com relação ao materno-paterno, e existencial. Fanzão de filmes que provocam essas inquietudes.