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Nos meados do século XIX as peças de William Shakespeare atingiram o auge da sua popularidade nos palcos americanos. Atores viajavam em companhias de repertório, dos teatros suntuosos do leste aos campos de mineração do oeste. Astros se faziam por sua habilidade nos conhecidos e adorados papéis: "Hamlet", "Ricardo III", "Rei Lear", "Othello". Neste contexto a família Booth fez história, no teatro e fora dele. Tudo começou com o chefe da família, Junius Brutus Booth (Raymond Massey), que conseguiu fama por ser um grande ator shakespeariano, mas era um alcoólatra e com o passar do tempo ficava cada vez mais esquecido das falas. Assim aos poucos Edwin Booth (Richard Burton), seu filho mais velho, que sempre foi seu assistente, foi tomando o lugar do pai e se revelando um excelente ator. Seu irmão mais novo, John Wilkes Booth (John Derek), tinha ciúmes de Edwin e, como não conseguiu suplantáa-lo no meio artístico, se uniu aos Confederados durante a Guerra de Secessão. Quando a guerra civil terminou, John resolveu ser famoso de forma dúbia.
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Drama biográfico da 20th Century Fox que foi dirigido e produzido pelo escritor Philip Dunne (1908-1992), em sua estréia na direção, a partir de um roteiro de Moss Hart, baseado no livro homônimo de 1953 de Eleanor Ruggles (1916-2008). A trilha sonora foi de Bernard Herrmann (1911-1975). O longa foi feito em CinemaScope e em DeLuxe Color.
O filme era para estrelar Marlon Brando. Ele queria um estudo da
vida trágica de Edwin (uma carreira arruinada pelo assassinato),
Biografia ok de Edwin Booth (1833-1893), famoso ator shakespereano e irmão do homem que matou o presidente Abraham Lincoln, o filme ficou conhecido como o 1° fracasso em CinemaScope. Não é um grande filme, mas oferece o prazer inestimável de ver um jovem Richard Burton (1925-1984) interpretando uma série de cenas de Shakespeare, e esse é um prazer que não deve ser desprezado. Do elenco de apoio, John Derek (1926-1998) apresenta uma de suas melhores atuações, e Raymond Massey aparece um pouco "demais" (embora reconhecidamente em um papel que exige uma certa teatralidade excessiva). A bela Maggie McNamara (1928-1978) luta por sua sequência de Julieta, mas se sai bem de outra forma, e Eva Le Gallienne é um tesouro em seu breve papel.