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O virtuoso curta-metragem O lar do Dr. Axolote, feito seis anos depois, toma como fio condutor uma jornada pelas águas de Tóquio, com a câmera na mão adotando a perspectiva de uma protagonista misteriosa. Aos poucos, ouvimos o texto de uma carta amorosa, sensual e escatológica escrita pela mulher Tsuruya Kame para o estranho doutor do título, que busca uma mariposa em terras estrangeiras enquanto sua amada o persegue. Koguchi comenta: “O nome do axolote deriva de Xolotl, uma criatura da mitologia. Trata-se de um ser capaz de se regenerar enquanto permanece em sua forma juvenil. É um anfíbio, mas vive quase inteiramente na água e, aparentemente, existem casos raros de indivíduos que sofrem metamorfose para a fase adulta e saem para a terra firme. Sempre me interessei muito por criaturas que, embora possuam sexos masculino e feminino, mantêm sua forma larval mesmo após atingirem a maturidade sexual. Em comparação com os humanos — que crescem e vivem limitados e à mercê do sexo designado —, a existência de criaturas que permanecem eternamente infantis, adoráveis e livres parece algo corajoso e inspirador”.
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