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Data de lançamento
22 Out. 2019Duração
O documentário "O Mês Que Não Terminou" analisa o processo institucional e social do país desde junho de 2013 até a eleição de Bolsonaro, investigando a crise do Lulismo, a Lava-jato, o impeachment de Dilma Rousseff e a ascensão das direitas liberal e conservadora. Vídeos de artistas plásticos colaboram para compor a narrativa.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Um processo bem montado e traz algumas sequências que nem lembrava mais.Um documento importante ou não.
>Maratona Fernanda Torres - Assistido em 31 de Março de 2024
Ao contrário de muitos aqui, eu gostei bastante desse documentário.
Ele apresenta uma perspectiva nova do que aconteceu em 2013, que não vi muito por aí.
O roteiro tenta ser isento. Apresenta os erros do PT de uma forma dura (que qualquer pessoa mais à esquerda não deve gostar).
Por exemplo, ao falar do Impeachment da Dilma, coloca dois economistas que criminalizam o mesmo como sendo um evento nunca visto antes, enquanto do lado contrário colocam apenas a defesa que o advogado da Dilma fez. Não abordaram o fato de ela não ter sido julgada na esfera civil nem de não ter ficado inelegível justamente por não ter sido configurado crime. Além disso, também não citam que o Temer quando assumiu, passou um decreto tornando pedalada fiscal algo legal, para não ter mais esse problema.
Da mesma forma, colocam apenas um economista liberal para falar dos gastos do governo a partir de 2008, como o ponto que nos levou ao caos econômico. Esquecem de contextualizar a crise de 2008 (passa-se brevemente por esse assunto), em que não teve nenhum governo no mundo que não tivesse feito política anti-ciclica para conter a crise. As obras faraônicas eram um jeito de fazer a economia girar, todos os países fazem em alguma medida porque é uma política que funciona. - o que não justifica os casos de corrupção.
Apesar disso, é interessante que traz uma perspectiva liberal que foi deturpada no Brasil. Mostra como o conservadorismo se apropriou do discurso liberal para iniciar uma guerra santa.
É um documentário morno, pois não alimenta a polarização, culpa o empresariado (elite) pelo problema político brasileiro (o que eu particularmente concordo).
Gostei da narração e achei a composição de imagens interessantes, apesar de algumas vezes não fazerem sentido.
Difícil explicar temas ainda em ebulição social.
É bom, principalmente, no que diz respeito as questões de esquerda e direita, liberais e conservadores.
Na tentativa de ser um documentário sóbrio, culturalmente elevado e isento, pouca coisa se atinge. As obras expostas dariam um tom intelectualizado e as falas dos cientistas sociais, economistas e filósofos trazem a pretensão de "ver os dois lados". Mas não é o que ocorre. Por muitas vezes vemos argumentos rasos e enviesados, sem um debate de ideias que poderia ampliar a nossa visão. De qualquer forma é uma perspectiva sobre os acontecimentos e desdobramentos de junho de 2013, mesmo eu não concordando com ela.