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O filme acompanha pescadores pelas marés e pelos manguezais de Alagoas, que utilizam técnicas tradicionais de pesca, como rede e arpão, na espera pelo tempo necessário para capturar a presa. Cada pescador encena uma espécie de ritual: eles retêm os peixes entre seus braços até o momento da morte, uma espécie de abraço entre predador e presa, entre vida e morte, entre o trabalhador e o fruto do trabalho, no qual o olhar – do pescador, do peixe, da câmera e do espectador – desempenha papel crucial. Situada num território híbrido entre documentário e ficção, a obra dialoga com a tradição etnográfica do audiovisual.
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poesia
que barato louco! eu vi neste filme, um trabalho de etnografia fabulatória, nos oferecendo a aliança entre documentar os corpos desses pescadores, juntos de seus gestos, modos de pesca e os peixes e a proposição poética que ficcionaliza uma tradição - é o abraço que une e separa a carne/existência dos dois bichos - homem e peixe. Uma experiência situada entre ternura e poder, afeto e morte. Esse filme me atravessou de uma forma doida, coisa bonita!
É lindimais!
Estranho...
Imagens lindas!