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Dono de uma galeria de arte, Arthur Forestier representa Renzo Nervi, um pintor em plena crise existencial. Os dois homens sempre foram amigos e, apesar de todos os contratempos, o amor pela arte os une. Sem inspiração há vários anos, Renzo gradualmente afunda em um radicalismo que o torna incontrolável. Para salvá-lo, Arthur desenvolve um plano ousado que acabará testando sua relação. Até onde você iria pela amizade?
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Consegue divertir e boa parte dessa diversão vem da perspicácia com a qual Vincent Macaigne interpreta o galerista nervoso Arthur, fiel amigo ao errante artista Renzo. É contagiante e hilária a performance do ator completamente impaciente com as atitudes do amigo, como na ótima cena do café na varanda.
No entanto, há uma tentativa fracassada de ser profundo nas discussões sobre o valor da arte para os protagonistas que entra em um caminho enfadonho. Muito disso talvez venha de uma visão um tanto quanto limitante dos personagens principais, ao se entregarem a um entendimento romântico de arte como poder genial e de inspiração metafísica, ignorando que sim, ainda há pragmatismo, esforço, suor e rotina no processo. Esse olhar apaixonado e rebelde leva, inclusive, a conclusões estranhas: é melhor utilizar-se do "poder da arte aliado ao capitalismo" para vender os quadros por uma boa quantia de dinheiro e ajudar pessoas que passam fome? Claro que não! Vamos vender os quadros por um preço bem barato para que pessoas necessitadas também possam ter a boa arte nas suas casas.
Muito bom
Um deles é um excelente amigo, o outro um Chernobyl