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Tom Keefer (Walter Brennan) é erroneamente condenado por assassinato e sentenciado à morte na forca. Ele foge da prisão e se esconde no Pântano Okefenokee, na Geórgia. E desde então ele dedica sua vida para buscar o verdadeiro assassino e, assim, limpar seu nome. Até que um dia, Ben Ragan (Dana Andrews), um caçador que está à procura de seu cão, se depara com Keefer escondido no pântano. Ele acredita na história de que Keefer e os dois passam a caçar juntos.
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Talvez a trama não seja tão rebuscada mas como a ambientação do Pântano como é todo é fantástica desde sua primeira aparição com a imagem de uma caveira pendurada em um pedaço de madeira. Sei que muitos não concordarão mas a fase americana de Renoir reserva muita coisa boa , talvez até o melhor do diretor. Pena que Dana Andrews não convença nesta espécie de moleque ingênuo e despreparado para a vida.
Jean Renoir assina este (bom) drama com quatro protagonistas de peso (Dana
Andrews, Anne Baxter, Walter Brennan e Walter Houston). Anne Baxter ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 1946, por sua participação no filme "O Fio da Navalha". Fez sucesso, também, no filme "A Malvada", ao lado de Bette Davis e participou no papel da rainha egípcia Nefertiti, no épico "Os Dez Mandamentos", de 1956. Walter Brennan ganhou três Oscar de Melhor Ator Coadjuvante ''Meu Filho é Meu Rival" (1936), ''Romance do Sul" (1940), e ''O Galante Aventureiro" (1938) e ainda recebeu uma quarta indicação de coadjuvante pelo filme ''Sargento York" (1941). Walter Houston, pai do diretor e ator John Huston e avô dos atores Anjelica Huston e Danny Huston e do roteirista Tony Huston ganhou o Oscar como melhor coadjuvante de 1948, em um filme dirigido pelo seu filho John Huston: "O Tesouro de Sierra Madre".
Não conhecia e foi uma boa surpresa. A história é interessante, tem bom elenco e são bem legais as partes passadas nos pântanos. Dana Andrews é o personagem que mais tem destaque e no entanto seu nome aparece em quarto nos créditos. Provavelmente é por causa daquela velha questão dos contratos e salários dos atores.
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Bem desnecessárias as cenas com os irmãos Dorson pegando os filhotes da gata e dizendo que depois iriam jogá-los no riacho, com o consentimento do dono do bar, onde a gata teve a cria e ele não queria saber dos bichinhos. Pow, se não quer cuidar, dá pra alguém que goste e cuide. Mas essas cenas serviram pra salientar o mau caráter daqueles irmãos boçais.
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Um dos Melhores filmes antigos que já vi. Grande elenco com boas atuações. (26.07.19)
Drama policial baseado no romance de Vereen Bell (1911-1944), sendo o 1° filme americano realizado pelo diretor francês Jean Renoir (1894-1979), enquanto ele estava em exílio em tempo de guerra da França ocupada pelos alemães. Em seu único filme como produtor, o ator e diretor Irving Pichel (1891-1954) dirigiu algumas cenas, sem ser creditado. O filme foi refilmado como Um grito no pântano (52), de Jean Negulesco, com Walter Brennan (1894-1974) reprisando seu papel do condenado fugitivo Tom Keefer.
Linda Darnell foi originalmente escalada para o elenco feminino e nunca escondeu sua decepção ao descobrir que ela havia sido substituída por Anne Baxter (1923-1985). As divergências de Jean Renoir com o produtor Darryl F. Zanuck (1902-1979) e os executivos do estúdio foram tão intensas e desagradáveis que, após a conclusão do filme, Renoir terminou seu contrato com a Twentieth Century Fox. O filme é bom e curioso, e tudo leva a crer que possa parecer uma estória de terror, mas não é, apesar do suspense e mistério inquietante que se mostra naquela escuridão de um pântano assustador. Vale a pena ver!
O epílogo do filme diz: "A fotografia real das cenas no Pântano Okefenokee, na Geórgia, foi possível graças à cooperação do Refúgio Nacional da Vida Selvagem Okefenokee, pela qual se expressa essa apreciação". Só de imaginar uma família pacata (com vários cães) morando numa cabana perto de uma floresta com animais silvestres e selvagens, cobras venenosas e crocodilos do pântano que ficam perambulando pelo local, já dá de imaginar a aflição que passa esse pessoal ingênuo e despreocupado.