Em seu primeiro curta de animação, Le Vol d’Icare (1974), Schwizgebel nos mostra um mundo constituído pelo pontilhismo, flertando com pixels e bits de um console Atari, adotando então um estilo diferente daquele que firmará suas próximas obras. O cineasta brinca com uma música que mistura o som de um cravo com sintonizadores digitais, reforçando sua analogia à plasticidade dos videogames, uma música que guia não apenas as ações e o físico dos personagens, como também interfere nos espaços, que piscam como luzes natalinas numa coreografia sonora, como se cada objeto surgisse no meio do caminho no momento em que uma tecla do cravo é pressionada.
Em seu primeiro curta de animação, Le Vol d’Icare (1974), Schwizgebel nos mostra um mundo constituído pelo pontilhismo, flertando com pixels e bits de um console Atari, adotando então um estilo diferente daquele que firmará suas próximas obras. O cineasta brinca com uma música que mistura o som de um cravo com sintonizadores digitais, reforçando sua analogia à plasticidade dos videogames, uma música que guia não apenas as ações e o físico dos personagens, como também interfere nos espaços, que piscam como luzes natalinas numa coreografia sonora, como se cada objeto surgisse no meio do caminho no momento em que uma tecla do cravo é pressionada.