Durante a 2ª Guerra Mundial uma tropa de pára-quedistas invade a Birmânia (atual Myanma) ocupada pelos japoneses, para destruir um importante posto de radar. A missão tem pleno êxito, mas quando tentam retornar a um ponto para serem resgatados se deparam com japoneses esperando por eles. Assim eles precisam fazer uma perigosa caminhada, através da selva ocupada pelo inimigo.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Filme de guerra forte e tenso, contando uma história situada em um dos campos de batalha menos conhecidos da 2a Guerra Mundial, a selva da Birmânia (atual Mianmar). Boas cenas de batalha e trilha sonora de Franz Waxman.
Drama de guerra da Warner Bros. em preto e branco indicado a 3 categorias no Oscar: melhor história original, melhor montagem e melhor trilha sonora original de drama ou comédia. O filme foi vagamente baseado no ataque de 6 meses dos "Marauders de Merrill" na campanha da Birmânia durante a Segunda Guerra Mundial. Houve uma sequência: Tambores distantes (51). Também feito na versão colorizada por computador.
Este foi um dos poucos filmes que o australiano Errol Flynn (1909-1959) estrelou e que gostou, embora lamentasse a polêmica que o filme causou causou. Créditos iniciais: "Afirmo que levamos uma surra. Fomos expulsos da Birmânia e é humilhante também. Vou subir as montanhas até a Índia e reunir um exército. Vou fornecê-los lá, treiná-los e alguns dia eu vou levá-los de volta para a Birmânia. " Joseph W. Stilwell General do Exército dos EUA. Créditos finais: Esta história tem uma conclusão, mas não um fim. Ela só terminará quando as forças do mal do Japão forem totalmente destruídas. Este filme é dedicado com gratidão aos homens dos exércitos americano, britânico, chinês e indiano, sem cujos esforços heróicos a Birmânia ainda estaria nas mãos dos japoneses.
Clássico que dá a idéia de que Flynn venceu a guerra sozinho. Os ingleses na época ficaram ofendidos com isso. As cenas de ação são muito impressionantes e o ritmo é perfeito.
"O que acontece se meu pára-quedas não funcionar?" - pergunta um dos soldados - "Então você alcança o chão primeiro." - responde o comandante em seguida.
Este é um dos melhores filmes de batalha da Segunda Guerra Mundial feito durante a guerra. Tem excelentes sequências de ação e está cheio das emoções muito intensas que foram sentidas durante esse tempo.
É também um dos melhores papéis de Errol Flynn, como o capitão de um esquadrão de para-quedas enviado para explodir uma estação de radar japonesa como um prelúdio para a reconquista da Birmânia.
Trata-se de um filme de guerra padrão: um grupo de soldados é designado para cumprir uma missão destruindo uma base inimiga, mas na volta da missão as coisas se complicam quando são perseguidos e ficam impedidos de sair da mata fechada. Existe ali todos os chavões de filmes de guerra da época dispostos a fazer com que os jovens se alistassem no exército (a segunda guerra ainda estava em vigor e os filmes sobre o assunto eram todos propaganda). Os japoneses eram os vilões malvados, os soldados americanos eram como uma família, existe um heroísmo sublimado o tempo todo... Um filme chavão? Poderia ser mas não é. Trata-se de uma das maiores aventuras de guerra já feitas, continua sensacional!
Houve a polêmica de que o grupo de soldados, no filme, ser quase que exclusivamente de americanos e que a história verdadeira - pois é baseado em fato verídico - foi protagonizada por britânicos, motivo pelo qual o filme foi muito mal recebido na Inglaterra. Mas enfim, polêmicas à parte é uma das preciosidades do gênero. Isso se deve à direção brilhante do então calejado Raoul Walsh, diretor competentíssimo e subestimado, cuja especialidade eram os gêneros de aventura e ação.
Existe no filme muitas inovações, inclusive em termos de violência que era ousada para a época, as cenas são muito bem feitas, com closes o tempo todo invocando o heroísmo, cenas reais colocadas entre cenas filmadas que passam uma ideia de documentário - acreditamos realmente na história.
Também seria impossível não exaltar o ator Errol Flynn, o astro cujo carisma é parte importante do sucesso do filme. Flynn não era um grande ator mas tinha um magnetismo que fazia o grande público adorá-lo, ele se popularizou graças ao seu bom físico em aventuras épicas como filmes de piratas e faroestes e mais tarde em filmes de guerra - ele teve uma vida turbulenta, com muito álcool, noitadas e mulheres, o que fez com que envelhecesse rápido e morresse muito jovem. Flynn e Walsh formaram uma das grandes duplas do cinema em sua época, ele era o alter ego do diretor que o usou em muitos de seus filmes, vale destacar este "Um Punhado de Bravos", "O Ídolo do Público", "O Intrépido General Custer" e "Três Dias de Glória", e talvez sejam mesmo os melhores filmes do diretor que ainda possui grandes obras na carreira e que trabalhou com grandes astros, como James Cagney, Humphrey Bogart, John Wayne, Gary Cooper, Robert Mitchum e Gregory Peck - portanto não era pouca coisa para o Flynn ser o alter ego do Walsh.
Vale a pena para quem gosta dos gêneros de ação, guerra e aventura... é uma grande demonstração do que a dupla Walsh-Flynn era capaz de fazer. E é um dos meus filmes de guerra favoritos, confesso!
excelente filme