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Data de lançamento
21 Ago. 2009Duração
Durante a Segunda Guerra, na França ocupada pelo exército alemão, a jovem Shosanna Dreyfus (Mélaine Laurent) testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Porém, ela consegue escapar e passa a viver sob a identidade de uma proprietária de cinema em Paris, enquanto aguarda o momento certo para se vingar. Ainda na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas. Conhecido pelo inimigo como Os Bastardos, o grupo de Aldo recebe uma nova integrante, a atriz alemã e espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger), que tem a perigosa missão de chegar até os líderes do Terceiro Reich.
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Obra prima! É fogo nos nazistas.
Sou suspeito para falar porque gosto bastante da estética dos filmes e de como Tarantino conta histórias, mas acho que aqui houve um hype que acabou prejudicando a experiência. A coisa de criar expectativas com base em trailers e comentários de outros, mais uma vez, atrapalhou.
Ponto positivo para o roteiro e a fotografia. Não ter sido executado como mais um filme sobre a segunda guerra mundial fidedignamente amparado em fatos históricos foi um ponto fora da curva. Outro destaque foi o tom perfeito entre sadismo e humor, sem escrachos ou apelações.
Ah, e não entendi de onde o povo tirou que o filme tem cenas “pesadas” em relação à violência.
Assistido ontem
Bastardos Inglórios não conta uma história da Segunda Guerra Mundial com fidelidade. Seu objetivo é muito mais ousado: transformar um dos períodos mais sombrios da humanidade em tensão, diálogos afiados e vingança cinematográfica. Quentin Tarantino abandona qualquer compromisso com a realidade para criar uma fantasia onde o cinema se torna uma arma poderosa contra o nazismo.
A trama acompanha dois caminhos que gradualmente convergem. De um lado está um grupo de soldados judeus americanos liderados pelo tenente Aldo Raine, especializado em caçar e eliminar nazistas. Do outro, Shosanna Dreyfus, sobrevivente de um massacre familiar, administra um cinema em Paris e vê surgir a oportunidade de executar sua própria vingança contra os soldados Nazistas.
Sob a superfície violenta existe uma reflexão fascinante sobre propaganda, memória e o poder das narrativas. A vingança assume um caráter simbólico, funcionando como uma reparação fictícia para atrocidades que jamais poderiam ser compensadas na vida real.
O roteiro é uma verdadeira demonstração de domínio narrativo. Cada diálogo funciona como um duelo psicológico, onde palavras se tornam mais perigosas que armas. Os personagens são bem construídos, especialmente Hans Landa, cuja inteligência e imprevisibilidade o transformam em um vilão mais memorável. Brad Pitt entrega um protagonista carismático.
O filme prende pela qualidade dos diálogos e pela constante sensação de perigo. A tensão cresce lentamente, tornando cada confronto muito mais impactante do que qualquer explosão poderia oferecer.
Nota: 8,8
Bastardos Inglórios não conta uma história da Segunda Guerra Mundial com fidelidade. Seu objetivo é muito mais ousado: transformar um dos períodos mais sombrios da humanidade em tensão, diálogos afiados e vingança cinematográfica. Quentin Tarantino abandona qualquer compromisso com a realidade para criar uma fantasia onde o cinema se torna uma arma poderosa contra o nazismo.
A trama acompanha dois caminhos que gradualmente convergem. De um lado está um grupo de soldados judeus americanos liderados pelo tenente Aldo Raine, especializado em caçar e eliminar nazistas. Do outro, Shosanna Dreyfus, sobrevivente de um massacre familiar, administra um cinema em Paris e vê surgir a oportunidade de executar sua própria vingança contra os soldados Nazistas.
Sob a superfície violenta existe uma reflexão fascinante sobre propaganda, memória e o poder das narrativas. A vingança assume um caráter simbólico, funcionando como uma reparação fictícia para atrocidades que jamais poderiam ser compensadas na vida real.
O roteiro é uma verdadeira demonstração de domínio narrativo. Cada diálogo funciona como um duelo psicológico, onde palavras se tornam mais perigosas que armas. Os personagens são bem construídos, especialmente Hans Landa, cuja inteligência e imprevisibilidade o transformam em um vilão mais memorável. Brad Pitt entrega um protagonista carismático.
O filme prende pela qualidade dos diálogos e pela constante sensação de perigo. A tensão cresce lentamente, tornando cada confronto muito mais impactante do que qualquer explosão poderia oferecer.
Nota: 8,8