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As câmeras de Ichikawa seguem os Jogos Olímpicos de Verão 1964, da abertura à cerimônia de encerramento. Às vezes, ele concentra-se em espectadores, as vezes em atletas que passam em um borrão, às vezes ele isola um concorrente, outras vezes é um close up de músculos como um martelo é lançado ou uma barra levantada, ou assistir a uma corrida do início ao fim. Vemos vindo de trás ganha em 800 metros das mulheres e 10.000 metros dos homens. Nós seguimos um atleta do Chade desde a chegada às refeições, treinamento, competição e perda. Todo, o filme celebra a nobreza dos atletas empurrando-se para o limite, independentemente da vitória.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
As partes que mais gostei foi do vôlei e da corrida no final, para quem gosta de esportes como eu vai gostar ☺️
Se Berlim em 36 e Tóquio em 64 mereceram registros tão poéticos de suas respectivas olimpíadas, bem que o Rio de 2016 devia ter passado pelo mesmo.
Este documentário enxerga no esporte o momento de redenção japonesa e de paz mundial após a devastadora Segunda Guerra Mundial, afora ser o registro histórico importante da disputa de modalidades esportivas como jamais voltaremos a ver. É decepcionante somente porque Ichikawa privilegia uns esportes a outros, enfatizando atletismo e maratona em detrimento dos esportes de equipe ou modalidades menos reconhecidas.
Muito bom quando foca todo o nervosismo, apreensão e felicidade nos rostos dos espectadores e atletas. O recebimento das medalhas por estes e os segundos antes do começo de cada prova são como momentos de glória incomparáveis nas lentes de Ichikawa, e é aí que reside a beleza do filme.