Durante o funeral de sua mãe, Samir troca olhares com um homem que não conhece, mas que logo descobre ser o seu pai. Ele leva Samir para dentro de uma família com quem ele nunca conviveu, no coração do bairro de Kabyle, em Paris, pois precisa da participação do primogênito no processo de venda da sua sociedade em um pequeno hotel. Ao longo da negociação, Samir é apresentado a todas as tradições e costumes de seus habitante.
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Roteiro bastante inteligente e enredo estranhamente interessante. Não há clímax nem uma grande motivação no filme - a vida de Samir é pouco ou nada movimentada. O encontro com o pai, o início do seu relacionamento e outros aspectos da sua vida são tratados com tanta permissividade (ou passividade?) pelo protagonista, que até mesmo o espectador se vê inalterado pelas novidades. No entanto, é um erro pensar que isso prejudica inteiramente o filme: os personagens são agradáveis, o mistério por trás dos acontecimentos (aquele resquício que não foi dito nem explicado) puxa a atenção do espectador, a tecelagem divertida das diversas nuances do universo judaico e a reviravolta do roteiro (
ao menos eu achei uma reviravolta quando me dei conta de que Samir e o menino não eram a mesma pessoa conversando em flashback
No fim, é interessante perceber a ironia de Samir ter conhecido a si mesmo no filho de Jeane (ainda sem perceber), o que confere caráter edipiano à história, e ao mesmo tempo ter assumido o caráter de um pai desertor (ainda que não fosse pai do menino, mas padrasto).
Achei que 'Os Apaches' se trata de um filme positivamente intrigante e inteligente, como um conto de Bashevis Singer.