Nesta livre adaptação de Os Cantos de Maldoror, Teryama “reedita” o livro de Lautréamont traçando um possível meio de auscultação sensual no qual a música desempenha um papel crucial, onde os instrumentos japoneses geram um ambiente hostil para essa simbiose.
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Infelizmente não encontrei legendas logo fica difícil a compreensão ainda mais em se tratando de Terayama que jamais entregaria resposta fáceis. Ainda sim é possível viajar nas belas e desconexas imagens além de captar um pouco de seus simbolismos à respeito de liberdade, prisão e proteção.
Não entendi nada dessa "livre adaptação" dos Cantos de Maldoror, considerei por demais simplista e pretensioso a fim de realizar um intento de tão alto grau artístico para que pudesse conter um mínimo de fidelidade à obra escrita. A obra escrita é impactante, repulsiva, revoltante, perturbadora, afinal, Lautréamont é o mais maldito dos malditos, mas aqui nesse curta nada que se possa aproveitar, ou de ser contextualizado dentro dos Cantos, são meia dúzia de caretas e alguns corpos nus aqui e ali, alguns animais rastejantes, outros com penas... nada que eu me lembre de ter lido nos Cantos, ou cause o mesmo que ao ler a obra.
Há também minha completa ignorância quanto aos ideogramas e ao idioma, mas, mesmo que soubesse lê-los, minha opinião não mudaria em nada.
Os Cantos de Maldoror é uma obra que deve ser lida para ser apreciada, a experiência somente provém da convulsão das palavras, da desordem, do caos daquela escrita.
Uma dica interessante é a adaptação musical dos Cantos feito pelo grupo musical de rock português Mão Morta, esse sim vale a pena ser conferido.