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Data de lançamento
26 Nov. 1951Duração
The Tales of Hoffmann é uma adaptação cinematográfica britânica da ópera Les Contes d'Hoffmann, de Jacques Offenbach. Produzido e dirigido pela dupla Michael Powell e Emeric Pressburger (que trabalharam juntos em diveross filmes, incluindo The Red Shoes e The Black Narcissus), não é apenas uma filmagem de ópera, mas uma verdadeira obra do cinema, que usa efeitos não disponíveis em óperas ensaiadas no palco.
Numa taverna de Nuremberg, o jovem Hoffmann (Robert Rounseville) conta histórias de três amores do passado. Ele as reconta nos intervalos de um balé, estrelado pela sua nova amada, Stella (Moira Shearer).
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Lembra bastante Sapatinhos Vermelhos.
- uma ópera filmada, em toda sua exuberância
- toda a produção, cenários, maquiagens, figurinos e coreografias são inacreditáveis de tão bons
- não me pegou tanto por causa do estilo da música mesmo
03/08/22
Direção de arte e figurinos esplendorosa num exercício narrativo que eu considero chatérrimo. Raros são os filmes inteiramente cantados que acabam se sobressaindo ainda mais quando as canções se repetem de forma muito exaustiva.
Produção inglesa em Technicolor indicada a 2 categorias no Oscar: melhor direção de arte em cores e melhor figurino em cores; no Festival de Cinema de Berlim, venceu o Urso de Prata de melhor musical; no Festival de Cinema de Cannes, venceu o Prêmio Especial para a transposição de uma obra musical para um filme e foi indicado ao Grande Prêmio do Festival. O filme foi uma adaptação da ópera de 1881 de Jacques Offenbach (1819-1880), "The tales of Hoffmann", baseada em três contos de E. T. A. Hoffmann (1776-1822). Esta ópera cômica foi co-escrita, produzida e dirigida pela dupla Michael Powell (1905-1990) e Emeric Pressburger (1902-1988).
Este filme é uma refilmagem da produção silenciosa alemã Hoffmanns Erzählungen (16) e houve outras versões feitas para a TV: o inglês Les contes d'Hoffmann (The tales of Hoffmann) (81), o francês Les contes d'Hoffmann (00) e o francês Les contes d'Hoffmann (03). Nos créditos finais, os atores principais aparecem fazendo chamadas de cortina ao lado dos cantores que os dublou. George A. Romero, roteirista/diretor de A noite dos mortos-vivos (68) e Despertar dos mortos (78), citou este como seu filme favorito de todos os tempos, dizendo que foi o que originalmente o inspirou para entrar no cinema. Robert Rounseville (1914-1974) - intérprete de Hoffmann - e Ann Ayars (1918-1995) - que fez Antonia - são os únicos artistas do filme que aparecem na tela e cantam. Todos os outros personagens são dublados.
Esta suntuosa obra continua sendo um monumento essencial na história do cinema, uma verdadeira obra-prima de inteligência e beleza, de extrema delicadeza e sensualidade, um verdadeiro refinamento do espírito que proporciona, deslumbrante e inesquecível, um encantamento permanente e duradouro. Uma verdadeira conquista do filme é a projeção da narração em espaços irrealistas e coloridos que sublinham a artificialidade de todo o cenário. Ele elimina completamente o diálogo convencional, transformando a música e a dança no único meio pelo qual os personagens conversam, discutem, refletem, desfrutam e sofrem. O resultado é um filme extraordinário.