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Duração
Filha de empregada e pai desconhecido, Alia deixa o marido e volta ao palácio onde viveu sua adolescência, quando morre o príncipe. Em meio à decadência da mansão real, lembra-se do passado, da relação proibida com Sarra, filha do príncipe, e busca a identidade de seu pai.
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Um filme importante, politica e históricamente, mas que tecnicamente deixa muito a desejar. A montagem é bagunçada, tendo problemas de continuidade, as personagens falam o que sentem o tempo todo, e desde o começo você sabe o final.
A história de um país refletida na vida de mulheres por meio do silêncio e da dor. A atmosfera é meio almodóvariana e lorquiana, em momentos pensei estar vendo um filme espanhol. A atriz principal, Ghalia Lacroix hoje em dia é uma grande roteirista, escreveu vários filmes do seu compatriota, Abdellatif Kechiche, inclusive "Azul é a cor mais quente". Mais um filme tunisiano maravilhoso e com direção feminina.
Filme muito bom, onde os silêncios realmente falam muito mais alto que as palavras. Considerando que a diretora tinha 47 anos na época da realização (1994), é bem possível que tenha vivenciado na infância, situações análogas ás mostradas na história. Vale a pena conferir.
A diretora chegou a ser ministra/secretária da cultura na Tunísia! E o filme é uma preciosidade. A diretora também era considerada a melhor montadora de filmes árabes segundo o Rubens Ewald Filho.
cinema da Tunisia é engasgado
http://marcosdamianilobo.blogspot.com.br/2014/06/volta-ao-mundo-em-80-filmes-tunisia.html