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Harvey Milk, membro da diretoria pública, e George Moscone, prefeito da cidade de São Francisco, foram assassinados por Dan White em 22 de novembro de 1978. O caso tornou-se famoso porque ambos eram gays - os primeiros homossexuais no comando da cidade. O documentário mostra especialmente como foi a vida de Milk, seu sucesso na carreira política e a grande representatividade dentro da comunidade gay de São Francisco.
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baita documentario depois nem quis assitir o filme que fizeram esse doc basta ganhou o oscart de melhor documentario em 1985.
Eu estive no local onde funcionava a antiga loja do Harvey, e também na porta do seu apartamento, em 2019. A região toda do Castro (bairro onde ele morava) é tomada pela energia de que os direitos dos gays resistem. Ele foi um revolucionário na época. Muitas das conquistas que temos hoje advieram das lutas dele. Adorei o documentário, e adorei mais ainda as cenas dos primeiros passos do que hoje consideramos a "parada do orgulho LGBTQIA+".
Sabe quando tu conhece uma pessoa e sente que ela teria uma boa amizade contigo? Ou que de alguma maneira essa pessoa seria importante na tua vida? Foi isso que eu senti em relação ao Harvey, é aquele amigo que todo mundo quer ter.
Esse documentário é uma parte extremamente importante dentro da cultura LGBTQIA+, é extremamente atual e pertinente aos acontecimentos deste ano, sobre a brutalidade policial e a falta de punimento aos mesmos. Eu fiquei completamente chocado e anojado com o que a a "justiça" fez em relação ao Dan White, claramente o que houve com ele acontece com muitos políticos até os dias de hoje, inclusive aqui no Brasil.
Todas as pessoas deveriam assistir, independente de pertencer a comunidade ou não, porque ele vai te dar consciência de classe em vários aspectos sobre preconceito, julgamento, brutalidade policial, esteriótipos.
É uma aula de historia.
Quem mais vomitou com aquela confissão do Dan White?
Sobre o filme: um milhão de vezes melhor que a biografia com o Sean Penn.
não é tarde para perceber
que ainda é o tempo
do Harvey Milk
Hoje assisti ao documentário de novo, só para lembrar a mim mesmo de uma indignação que fortalece a região do meu cérebro que cuida da esperança. uma sensação boa, essa de ferir meu senso de justiça, pra não deixar anestesiar nunca.
basta jogar no google o nome "Lucas Fortuna" pra cair na real: ainda tem gays sendo assassinados por ódio causado pelo engajamento e militância contra a invisibilidade, a falta de proteção, o medo e a incompreensão também.
Lucas foi um dos fundadores do Colcha de Retalhos, um coletivo lgbt que atuou por muito tempo na minha universidade, a UFG. Foi ele quem levantou a voz num congresso de comunicação numa faculdade católica que segregava gêneros nos dormitórios, e vestiu saias em protesto contra a misoginia, que é um dos fatores que posiciona o Brasil no topo do ranking dos países que mais assassinam pessoas trans.
nessa noite, vou acender uma vela
por Lucas
por Harvey Milk