O filme narra a impressionante vida de Niko Pirosmani, o grande pintor naif georgiano dos séculos XIX-XX, um gênio que foi negligenciado e acabou morrendo pobre e sem abrigo.
Filme de grande beleza artística e filosófica, o georgiano (URSS) “Pirosmani”, dirigido por Giorgi Shengelaia, contempla parte significativa do universo particular do icônico pintor Niko Pirosmani. A fotografia, a banda sonora, e os enquadramentos que lembram pinturas minimalistas, são parte crucial dentro da obra biográfica. Gostei bastante da direção, especialmente na parte final. Outra coisa: Após o fim, senti um doce vazio como um quadro que anseia ser tocado pelos saberes de um artista.
Belíssimo filme. Todos os enquadramentos parecem pinturas lindas. Gostei muito, a narrativa se encaixa muito bem, as passagens de tempo são bem feitas e a exposição flui bem amparada por um protagonista interessante, de índole muito própria e cuja história de vida atrai a atenção do espectador.
Como muito se comenta, não há como não remeter à obra de Parajanov, e até mesmo se se fizer um grande esforço de esquecer deste diretor não teria como, até porque Parajanov tem um documentário chamado "Arabescos Pirosmani", embora o filme de Shegelaya seja de mais de uma década antes, com toda certeza há uma influência de Parajanov na cine-biografia de Pirosmani, mas que segue um viés muito mais realista (não sei se devido aos censores), o que torna o filme de fácil assimilação e compreensão. O cenário nalguns momentos lembram bem o estilo de pintura naif ou naïve do pintor, que com suas pinturas lembram bem a obra de Henri Rousseau, colocado como um dos expoentes máximos do estilo. Pirosmani tem personalidade forte, por um lado nasce num lugar onde o trabalho braçal é valorizado, talvez devido às circunstâncias regionais, e com isso ruma à um outro lugar, mais ocidentalizado e mais metropolitano, para poder concretizar suas potencialidades, e como pintor auto-ditada se torna uma figura conhecida dos habitantes com que convive uma vida simples, assim como sua pintura é, e por isso fora a princípio conhecido e tão logo também ridicularizado pelos mesmos. E de fato, não fora compreendido e nem apreciado devidamente no seu tempo, mas as vanguardas e os representantes delas souberam do valor de sua obra.
Filme de grande beleza artística e filosófica, o georgiano (URSS) “Pirosmani”, dirigido por Giorgi Shengelaia, contempla parte significativa do universo particular do icônico pintor Niko Pirosmani. A fotografia, a banda sonora, e os enquadramentos que lembram pinturas minimalistas, são parte crucial dentro da obra biográfica. Gostei bastante da direção, especialmente na parte final. Outra coisa: Após o fim, senti um doce vazio como um quadro que anseia ser tocado pelos saberes de um artista.
Belíssimo filme. Todos os enquadramentos parecem pinturas lindas. Gostei muito, a narrativa se encaixa muito bem, as passagens de tempo são bem feitas e a exposição flui bem amparada por um protagonista interessante, de índole muito própria e cuja história de vida atrai a atenção do espectador.
Essas cores... to apaixonada.
A narrativa foi o de menos pra mim, o que me hipnotizou foi a fotografia mesmo. Grande!
Fotografia impecável!
''What you doing there?''
''Im dying''
Como muito se comenta, não há como não remeter à obra de Parajanov, e até mesmo se se fizer um grande esforço de esquecer deste diretor não teria como, até porque Parajanov tem um documentário chamado "Arabescos Pirosmani", embora o filme de Shegelaya seja de mais de uma década antes, com toda certeza há uma influência de Parajanov na cine-biografia de Pirosmani, mas que segue um viés muito mais realista (não sei se devido aos censores), o que torna o filme de fácil assimilação e compreensão. O cenário nalguns momentos lembram bem o estilo de pintura naif ou naïve do pintor, que com suas pinturas lembram bem a obra de Henri Rousseau, colocado como um dos expoentes máximos do estilo.
Pirosmani tem personalidade forte, por um lado nasce num lugar onde o trabalho braçal é valorizado, talvez devido às circunstâncias regionais, e com isso ruma à um outro lugar, mais ocidentalizado e mais metropolitano, para poder concretizar suas potencialidades, e como pintor auto-ditada se torna uma figura conhecida dos habitantes com que convive uma vida simples, assim como sua pintura é, e por isso fora a princípio conhecido e tão logo também ridicularizado pelos mesmos. E de fato, não fora compreendido e nem apreciado devidamente no seu tempo, mas as vanguardas e os representantes delas souberam do valor de sua obra.