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Segundo longa-metragem na carreira de István Szabó, o filme conta a história de um garoto húngaro chamado Tako (Dani Erdélyi), que vive numa Budapeste destruída logo após o final da Segunda Guerra. O pai do menino (Miklós Gábor), um importante médico húngaro, morreu logo que a guerra terminou. Agora sozinho, Tako vive de suas memórias e tenta descobrir mais sobre a vida do pai.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Linda a cinematografia de Szabo aliada a um sentimento muito belo de imaginação daquela figura do pai idealizado que só poderia sair da mente de uma criança. Szabo lida bem nesta dinâmica entre ilusão e realidade , apenas uma leve perda de ritmo incomoda um pouco em seu filme.
Visto em 26,27.11.24.
Belo filme que retrata a maneira como a criança preenche o vazio paterno, e as consequências em sua vida adulta, a infância é um caminho que posamos toda vida…
Além de conviverem com a destruição, as crianças no contexto pós-guerra também carregam as narrativas de desintegração de suas famílias, seja por morte, fuga ou aprisionamento. István Szabó mergulha na subjetividade de um personagem que incorpora tais fantasias como um sentido de vida, sempre buscando vestígios que possam reconstruir uma imagem, ainda que fictícia, do próprio pai. Ao fim, uma tentativa de redenção para sujeitos que, até hoje, devido a situações políticas e sociais distintas, precisam seguir seu próprio caminho, ainda que a força das lembranças e das narrativas familiares pese em seus passos.
Filme bem intimista e saudosista. Takó está sempre inventando histórias sobre seu pai, pra fugir de uma realidade horrível, que desde de criança sofria.
O contexto pós segunda guerra nessa transição de nazismo pra socialismo se reflete na confusão das pessoas.
Imagens histórias interessantes como da invasão nazista, que destruiu as imponentes pontes que ligavam Buda a Peste.
O personagem de Takó é bem explorado, e na cena final é o ápice dele, fecha positivamente e finalmente ele e os outros jovens encaram a realidade, que precisam agir.
É da tradicão húngara o coitadismo, pois ao longo de sua história foi invadida e dominada por vários povos e o diretor desafia esse status quo.
Belissima obra de István Szabó antes de produzir sua maravilhosa trilogia da europa. Aqui ele elabora uma reflexão da sociedade húngara do fim da segunda guerra mundial a sovietilização da europa oriental passando pela levante de 1956 através da história de um orfão que cria mentiras sobre seu pai para iludir-se quanto a realidade. A cena da travessia do Danubio é de uma profundidade única.