O pai de Sandro, Hen, decide dedicar sua existência a Deus e parte para um mosteiro. O adolescente introvertido se vê privado das certezas fundamentais da vida. Abandonado pelo pai e pela mãe, que trabalha no exterior, o jovem embarca em uma jornada de autodescoberta, abrindo-se tanto para uma nova amizade com o radical Lasha, que tem ligações com uma organização de ultradireita, quanto para a oportunidade de explorar sua própria sexualidade.
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A juventude é um período cheio de encruzilhadas, onde cada passo parece vir repleto de dúvidas e escolhas definitivas. Em "Panopticon", o jovem Sandro encarna essa tensão: de um lado, os dogmas rígidos que lhe foram impostos, de outro, as pulsões naturais da idade. O adolescente se vê dividido entre a castidade que tenta impor ao namoro e o desejo que o feminino desperta em sua imaginação.
Sandro padece de uma constante solidão. O pai, ao se recolher ao monastério, escolhe o silêncio como destino; a mãe, ao seguir a carreira de cantora, abandona o lar em busca de palcos. Resta ao filho a companhia da sua velha avó, que já necessita de cuidados. O vazio torna-se ainda mais eloquente quando ele encontra, na mãe de um amigo, a possibilidade de um afeto inesperado e proibido. Ambos são protagonistas de algumas das cenas mais belas e sensíveis do filme. Uma delas, tão simples como lavar o cabelo de alguém, mas revelando ser a única maneira de conseguir o toque humano, a delicadeza de um gesto despretensioso que, naquele momento, amenizava o desamparo.
Para Sandro, o sexo não poderia ser apenas um ato mecânico, deveria surgir em consequência da intimidade e do amor. A cena final, belíssima, deixa implícita a busca desse ideal e também um recomeço: o retorno ao seu antigo relacionamento, mas desta vez, liberto das antigas crenças que limitavam sua felicidade. "Panopticon" é o filme de estreia do diretor George Sikharulidze e foi escolhido para representar a Geórgia na premiação do Oscar 2026.
A premissa é interessante e até algumas ideias do roteiro, mas é extremamente mal desenvolvido e tem poucos critérios técnicos dignos de nota.
Filme interessantíssimo, numa história simples, crua, e com diversas questões que intercalam o pessoal, com o sociocultural, e mesmo com as particularidades da região onde se passa a história, contextos similares acontecem nos quatro canto do mundo...achei o personagem meio que uma bomba relógio, e apesar de ser um drama, fiquei o tempo todo apreensivo com as possiblidades. Destaque para filmagem, o foco nas expressões, muito bom!
Apesar do final inverossímel, e aparentemente feliz, um bom filme, que aparentemente conta como se faz um incel...🙄🙄🙄