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Data de lançamento
11 Março 2019Duração
Uma mulher jovem luta contra a guerra com amor e maternidade, ao longo de cinco anos na Síria.
FOR SAMA é uma jornada íntima e épica para a experiência feminina da guerra. Uma carta de amor de uma jovem mãe para sua filha, o filme conta a história da vida de Waad al-Kateab através de cinco anos da revolta em Aleppo, Síria como ela se apaixona, se casa e dá à luz Sama, enquanto cataclísmico conflito se ergue em volta dela.
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Filme difícil de se assistir, daquelas obras que me fazem desacreditar na humanidade e o poder de suas atrocidades. As cenas das mortes das crianças e do parto forçado são , infelizmente, agoniantes. Claro que o documentário tem um teor humanista de denúncia mas penso que falta um pouco de contexto sobre a guerra, afinal dentre os grupos rebeldes temos o Estado Islâmico que comete o mesmo tipo de atrocidade ou até pior, ou seja como de praxe, luta-se pela própria liberdade para escravizar o outro lado.
- nas guerras, como sempre, quem mais sofrem são as crianças
- perdem a infância, as casas, a familia, os amigos, os próprios membros e enfim, a vida
- documentário devastador, chocante e completamente revoltante. mas também necessário
- mais triste é saber que guerras assim sempre aconteceram e vão continuar acontecendo. as imagens se confundem com o genocidio do povo palestino e tantos outros massacres de pessoas inocentes. e o ser humano não muda, só pra pior
O que faz um documentário bom? Importância histórica? Material/conclusões inéditas? A relevância do assunto? Ainda não sei, mas acredito que aproximar o espectador de realidades, problemas e pessoas, principalmente as que não costumam ser ouvidas, seja o que há de mais bonito no gênero. “Para Sama” é o esforço de uma jornalista síria, no epicentro do conflito que destruiu Alepo, de contar e gravar a barbárie que marcou e marca indelevelmente sua vida e a dos seus sem abandonar outros aspectos da sua história pessoal, como o casamento, a maternidade e a amizade, que deixam o registro muito mais potente.
A guerra, a violência e a morte aparecem pra gente de maneira constante e temos acesso a cada vez mais informação. Paradoxalmente, talvez pelo excesso de tragédias, nos tornamos dessensibilizados. Há mesmo quem prefira simplificar as questões, reduzindo-as para que caibam em sua ideologia ou na teoria conspiratória em voga.
Relatos tão íntimos quanto o de Waad e de sua família servem para que enxerguemos além dos números despersonalizados e das imagens distantes que chegam a nós. É o registro de uma pessoa comum, de uma mulher e mãe pra quem a ameaça de morte dos mísseis e as pilhas de corpos se tornaram rotina. E ainda assim há a luta e há a esperança. Se a guerra busca desumanizar e tornar vidas desimportantes, a resistência é acreditar na capacidade humana de afeto.
Espetacular, honestamente não sei como perdeu o Oscar em 2020 para American Factory. O documentário é impressionante, me prendeu muito em cada segundo e a crueza dos fatos choca muito, por saber que aquilo é real, não é nenhum filme contracenado, tudo isso aconteceu ali, de verdade, exatamente como está sendo exibido.
Vi muita gente comentando sobre 'apego a cidade valer mais que a própria vida', e não podemos falar por todos, pois cada pessoa reage de um jeito, mas imagina você batalhar tanto, nascer, crescer naquele lugar, e ser obrigado a abandonar tudo, perder tudo que você construiu e conquistou, da pra entender o posicionamento deles sim.
99% dos momentos crueis do filme envolvem crianças. Isso impacta qualquer um.