Situado em um sonho sobre o Japão rural, a história inicia-se sobre um garoto adolescente que tenta fugir da sufocante proteção de sua mãe e depois transporta-se para o desejo de um cineasta que busca enfrentar seu passado. Existe também um esforço para conciliar o indivíduo com o coletivo, além do antigo com o novo Japão através de um desfile de imagens emblemáticas.
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O melhor filme surrealista japonês que já assisti e também um dos melhores filmes do tipo!
Assisti no dia 8 de maio de 2024.
Nada a dizer sobre a direção de arte e fotografia do Terayama que, aqui como no resto da sua filmografia, é primorosa e já valeria por si. O que mais me alegrou, porém, foi notar as sutis ligações do Pastoral com os filmes-ensaios que surgiam na mesma época entre a França e a Alemanha. A rebeldia narrativa do Terayama se aproxima bastante de um Marker ou um Kluge, mas, como se sofresse entre a vontade de ver e a incapacidade de ser, o tom do diretor japonês será ao mesmo tempo radical e agônico. Ao meu ver, Pastoral é um filme que casa muito bem com Joguem Seus Livros: se um trata de uma certa inconformidade subjetiva e até cultural do diretor, o outro se atira de cabeça na irresolução sociopolítica de uma geração criada entre os demônios da guerra, os atavismos da cultura japonesa e os tratores da modernização vertiginosa do país. Diálogo de relógios que não se sobrepõem: o familiar de parede e madeira, e o individual de pulso e metal.
84º - 13/11/2023
tendi foi porra nenhumakkkkkkkkk mesmo assim achei dahora XD
A aquarela de cores das memórias que guardamos de um passado que está tão perto e tão distante.
Até que ponto as doces memórias da nossa infância são floreadas a ponto de ignorar o pesado fardo que é a realidade?