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Dimitris, um engenheiro de telecomunicações falido, encerra seu negócio. Logo ele se envolve numa investigação de grampo telefônico com um ex-colega. Sua investigação sobre antenas de telefonia móvel o leva a um apartamento suspeito. Mas sua atenção é capturada por uma mulher doente que vive acima desse apartamento. Dimitris decide então começar a espioná-la.
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Mais um projeto exibido na Mostra que podemos assomar a tag de "filhos da crise" - aqui tratando-se da forma ousada de se fazer cinema na Grécia contemporânea.
Os filmes abordam a crise econômica do país sejam em produções escancaradas ou de forma mais tímida, que tratam de pintar a crise como pano de fundo, como se o cartão postal atual já fosse esse mesmo. O pessimismo contudo é igual nas duas formas de se manifestar.
Patos Selvagens se apresenta de forma tímida mas é ao mesmo tempo gritante pela sua condução de trama sobre grampos telefônicos e falências profissionais.
Dimitris é um sujeito triste e falido, que é mostrado no filme por diversas vezes sozinho, abandonado em campos abertos da paisagem. Sem emprego e endividado, seu novo trabalho consiste em investigar grampos telefônicos instaurado em topos de prédios residenciais. O que o leva a escutar as conversas de uma senhora doente com sua filha. A partir daí ele tenta uma aproximação.
Curiosamente eu assisti o filme sentado bem atrás do diretor na sala de exibição o que me causou certa estranheza - enquanto Dimitris o personagem observava a mulher no filme eu, por vezes observava o diretor. É uma observação boba, mas única e momentânea que a gente descreve depois e nem sabe porquê