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O anão Jujuba é rico e influente. Ele comanda um programa de TV e sofre o assédio de Patty, uma vedete disposta a tudo para tornar-se estrela. Com a ajuda de Escriba, seu secretário, Jujuba atrai Patty até sua casa para participar de uma bacanal. Escriba, um escritor fracassado e exmilitante socialista, jura vingar-se do anão por não ter sido convidado para a festa. Durante o encontro, a vedete pula na piscina para proteger-se dos cachorros. Jujuba, ouvindo seus gritos, vai em seu socorro e, instigado pelo secretário, mergulha na piscina. Ao mesmo tempo em que salva a moça, Escriba deixa o patrão preso na piscina. Então, o secretário submete Patty a seus desejos, enquanto o anão se debate até morrer. No dia seguinte, uma multidão de fãs comparece ao funeral de Jujuba e ouve de Escriba um demagógico discurso de exaltação ao morto.
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um filme que eu nunca tinha ouvido falar mas que foi uma boa descoberta. há um clima entre o noir e a história de gibi sobre todos os personagens e o universo que eles vivem. há um anão como protagonista já com a presença de um programa de tv infantil (que estourariam de verdade na década seguinte). helena ramos faz uma personagem sensual porém ingênua (como sempre) e a divisão moral do escriba é ótima: ajuda o jujuba contra patty, ajuda patty contra jujuba. ele quer atacar o explorador mas manter seus privilégios com ele. é um personagem caótico muito interessante e que faz a história caminhar, já que causa praticamente todos os conflitos até o final. ótima história com um roteiro muito interessante
"Mas quem não tem caráter, sempre acaba vencendo"... Assim falou o cínico e desiludido personagem 'Escriba'. O que esperar de um filme protagonizado por um anão celebridade que manipula e humilha o roteirista de seu programa na TV e ainda tenta se dar bem com uma vedete? Tudo, é claro! Vale conferir o desabafo do puxa-saco 'Escriba': "nós, intelectuais da América Latina, vivemos num continente onde o governo não nos dá subsídios e onde ninguém compra nossos livros, por isso somos obrigados a praticar atos não muito nobres"... Basta ver isso p\ concluir que as atuais tranqueiras produzidas pela Globo Filmes, apesar de toda grana envolvida e de um bom esquema de distribuição, jamais conseguirão reproduzir esse humor espontâneo, inteligente e verdadeiramente brasileiro que caracterizavam as velhas chanchadas ou pornochanchadas. Triste constatação...