Paulette de Vere McDonagh, foi uma cineasta australiana, que frequentemente trabalhou com suas irmãs Phyllis e Isabella. Afirma-se que, em 1933, ela era uma das cinco mulheres diretoras atuantes no cinema mundial.
Em certo ponto vieram ofertas de Hollywood. "Fox Films nos ofereceram um contrato" disse Phyllis McDonagh, "Mas nós éramos garotas sensíveis. Nós nos sentamos, conversamos e decidimos que nós seríamos peixes pequenos em um grande aquário. Em casa nós tínhamos trabalho e uma reputação."
Paulette McDangh nasceu em Sydney e uma das sete crianças nascidas de Annie Jane (Anita) Amora e John Michael McDonagh. Ela foi educada na Catholic Kincoppal School, em Rose Bay, Sydney.
Ela colaborou ao lado de suas irmãs Isabel e Phyllis para criar e produzir filmes. Elas eram parceiras de negócios, trabalhando juntas na indústria cinematográfica australiana durante as décadas de 1920 e 1930. Paulette, a mais jovem, é conhecida por ser a escritora e diretora de seus filmes, enquanto Phyllis atuava como editora e promotora, e Isabel prosperava como atriz. Crescendo em um bairro de classe média alta, sua casa era um cenário de luxo para a maioria de seus filmes, cheios de móveis antigos e cores ricas.
Seu primeiro filme mudo, Those Who Love (1926), foi financiado privadamente por sua família. Paulette assumiu a posição de dirigir o roteiro quando surgiram diferenças criativas com P. J. Ramster. No entanto, após essa tentativa arriscada, o trabalho delas valeu a pena, já que a publicação "Everyone's" deu a elas uma excelente crítica. Para citar, o artigo afirmava que "o resultado é um triunfo deslumbrante e que se diz ser o melhor filme australiano que já apareceu na tela. Uma garota de Sydney cuja habilidade histriônica é notável. Seu esplêndido desempenho está entre as melhores caracterizações já dadas à tela pelas maiores estrelas do mundo ". Junto com Aqueles que Amam (1926), outros filmes mudos criados pelas irmãs McDonagh incluíram The Far Paradise (1928) e The Cheaters (1930). Os dois filmes seguintes puderam ser produzidos por causa do sucesso de seus primeiros. The Far Paradise também foi considerado um sucesso de bilheteria por causa de seu enorme sucesso e aclamadas técnicas de arte. Esses filmes produzidos pelas irmãs foram inspirados e influenciados não apenas pelo cinema australiano, mas também pelo melodrama hollywoodiano e pelo expressionismo alemão. As influências melodramáticas permitem a superação da parte de Isabel, enquanto Phyllis e Paulette foram capazes de criar um tempo de tela mais longo para ela se apresentar sozinha. Isabel agiu como uma heroína mais interessante que a maioria dos filmes do seu tempo. Paulette, como diretora, fez com que Isabel atuasse em diferentes situações, como invasões, quebrar cofres e até mesmo nos braços de um amante. Durante esse período de tempo, era fora da norma mostrar uma mulher na tela realizando esses atos, mas isso dava profundidade aos seus filmes mudos e conseguia uma multidão maior e mais apreciativa. Apesar do pequeno orçamento, as irmãs, e especialmente Paulette, foram capazes de criar melodramas na sociedade ou romance, sacrifício e oposição dos pais.
Isabel e Phyllis se aposentaram da indústria cinematográfica por várias razões, Paulette achou difícil continuar seu trabalho sozinha, apesar de seu esforço para aguentar. Em 1934, ela conseguiu um emprego para trabalhar em um épico romance baseado na vida de um conhecido reverendo, John Flynn. Muitas dificuldades, como falta de um orçamento necessário e não ter ninguém para atuar ou produzir o filme, Paulette foi forçada a largar o emprego. Com o início de seu final de carreira no cinema, ela continuou a viver com seus irmãos mais novos. Paulette morreu em Sydney em 30 de agosto de 1978.
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