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Últimas opiniões enviadas

Saint Omer (Saint-Omer) 18

Saint Omer

  • jjoojj
    1 ano atrás

    Eu amo quando uma pessoa autora consegue subverter a lógica sensorial do audiovisual de maneira eficaz, como Derek Jerman fez em 1993 com o filme "Blue" e a temática do HIV, onde o poder da narrativa transforma o produto em obra-prima mesmo com a ausência de imagens. Alice Diop traz em Saint Omer algo semelhante, onde os momentos de ausência de som revelam a opressão silenciosa do assimilacionismo advindo da herança colonialista, enquanto reflete o isolamento feminino que antecede e sucede o período da maternidade. Fazendo um paralelo com a mitologia de Medeia, Diop trouxe pra nossa era uma releitura pungente que destaca a relevância e interseccionalidade abrangente aos assuntos tratados.

    "...então vocês abrem os volumes de Direito Penal e a consideram culpada. Mas se fizerem isso, vocês terão proferido um julgamento, mas não terão feito justiça. Vocês terão respondido apenas à pergunta mais fácil, não aquela que vocês deveriam estar se perguntando. Se vocês não conseguem se perguntar essa questão, vocês continuarão na praia, atordoados pelo horror do crime."

    Que lindo esse filme de terror.

  • A Última Sessão (Night Vision) 4

    A Última Sessão

  • jjoojj
    1 ano atrás

    Eu costumo passar reto quando a sinopse de um filme descreve o personagem principal como escritor, muito por ter assistido pencas de outros filmes com esse mesmo tema e achar entediante o modo como essa premissa é recontada inúmeras vezes, como se a experiência da escrita fosse universal e super comum entre o público (não é). Dito isso, me peguei apertando o play neste que estava numa lista de "quero ver" sem ler a sinopse que eu já tinha lido e ignorado anteriormente. A viagem foi boa, com um ponto de partida mais "lugar comum" do que a profissão do personagem central, envolvendo o deslocamento do interior pra cidade grande, os anseios dessa mudança e a inabilidade de concentração pra se adaptar e cumprir seu objetivo.

    A personagem feminina central não é a típica mulher rasa e indefesa como se costuma ver em terror oitentista de baixo orçamento, aqui a gata é por vezes grossa, direta, poucos papos, fuma o tempo todo e tem mais iniciativa do que o personagem masculino. Esse, por sua vez, é sensível, medroso, vulnerável e tenta se adaptar à agressividade da vida na cidade grande. O uso dessa inversão de papéis de gênero supera as expectativas do senso comum e usa o contraste dessas duas personalidades pra realçar as diferenças entre a criação interiorana e a dureza das metrópoles.

    O enredo do filme se desenrola à partir dessa base bem construída e acaba chamando mais atenção pra esse viés humano do que pra seita satanista do vídeo cassete, o que pra mim foi vantagem, já que eu esperava o mesmo hocus-pocus-nonsense-pseudo-satanista-ruim que já foi explorado de maneira preguiçosa durante as décadas anteriores ao lançamento do filme.

    Night Vision é um terror mais pessoal do que sobrenatural, mas ainda assim segura o mistério do VCR até o fim fazendo com que o expectador fique apreensivo pra entender como é que o toca fitas amaldiçoado se relaciona com a história.

  • O Funeral Sinistro (Funeral siniestro) 1

    O Funeral Sinistro

  • jjoojj
    1 ano atrás

    Miniresenha que eu não considero spoiler mas está marcado como spoiler porque alguém pode considerar como spoiler:

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Eu fui assistir esse filme pensando em encontrar fantasmas sobrenaturais envoltos em misticismo popular e me deparei com um terror psicológico fundado em situações realistas, uma surpresa boa.

    O terror que persegue a personagem principal vem do ambiente em que vive e das pessoas ao seu redor. A ambientação do filme em si é facilmente reconhecida por muita gente que cresceu no interior de qualquer país latinoamericano, o que ajuda a fundar uma identificação com os medos da criança ao se deparar com situações opressivas sem lugar de escape. As barreiras que impedem a personagem principal de fugir de todo o tormento que passa são invisíveis, sua limitação é imposta por sua idade e condição como criança, tendo que recorrer à adultos que, por vontade ou falta dela, oferecem apenas uma falsa sensação de proteção que dura pouco tempo.

    Com o espaço aberto contrastando com a falta de mobilidade, a trilha sonora macabra indicando perigo iminente quase que o tempo todo, a falta de eletricidade causando o jogo de sombras que alimenta as ansiedades de uma pessoa traumatizada, o filme se empenha em traduzir os medos causados pelo luto e abuso físico e emocional para a linguagem cinematográfica, criando uma experiência quase palpável sem se escorar em sustos rápidos ou superstições tradicionais.

    Não amei o final, que parecia querer consertar uma ponta solta no enredo mas isso não atrapalhou a experiência total do filme. Um belo exemplar de terror colombiano que eu não fazia ideia que existia.

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