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1 Jan. 2015Duração
Os soviéticos eram considerados os reis do xadrez e Boris Spassky (Liev Schreiber) era tido como invencível. Mas eis que Bobby Fischer (Tobey Maguire), jovem fenômeno norte-americano, o desafia no Campeonato Mundial de 1972, em plena Guerra Fria. EUA e URSS se enfrentam no tabuleiro em Reykjavík, capital da Islândia, e apenas um enxadrista sairá vencedor.
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Há uma linha tênue entre a genialidade e a loucura. Tão fina que, às vezes, parece feita da mesma matéria. O que separa um gênio de um lunático pode estar no ângulo de observação ou na quantidade de dor que ele suporta antes de se romper.
Bobby Fischer nasceu em 1943, no Brooklyn, e ainda criança descobriu o xadrez. Um tabuleiro barato o intrigou profundamente. Aos seis anos, já decifrava o jogo sozinho, lendo o manual como quem tenta entender um código sagrado. E, de certa forma, era.
Aos 13, Fischer jogou a famosa “Partida do Século”, derrotando Donald Byrne com uma precisão assustadora. Aos 15, tornou-se o grande mestre mais jovem da história até então.
[spoiler]E aos 29, realizou o improvável: derrotou o império soviético no auge da Guerra Fria, vencendo Boris Spassky em Reykjavik, em 1972.
Aquele duelo extrapolou o tabuleiro. Representou Estados Unidos contra União Soviética, capitalismo contra comunismo, o mundo inteiro comprimido em 64 casas. Fischer entrou sozinho, sem equipe, sem treinador, sem pátria visível, armado apenas com o próprio cérebro e uma fúria contida. Diante dele estava uma engrenagem que formava campeões desde a infância.
Ele a venceu.
O mundo o proclamou herói. Ele passou a enxergar ameaças.
Depois de se tornar campeão mundial, Fischer recusou convites, prêmios e entrevistas. Alimentava uma desconfiança constante. Acreditava que a CIA o espionava, que os soviéticos tentavam envenená-lo, que os torneios eram manipulados. O homem que identificava padrões com clareza passou a organizar o mundo sob a lógica da conspiração.
Em 1975, abandonou o título e desapareceu. Durante quase vinte anos, viveu fora dos holofotes.
Fischer ignorou as restrições. Jogou.
Venceu novamente e
O governo americano emitiu um mandado de prisão, congelou seus bens e o declarou foragido. A partir desse momento, Fischer adotou uma vida errante. Mudava de país com frequência, passava noites em aeroportos, sobrevivia de doações de admiradores e do peso simbólico do próprio nome, que ainda despertava reverência.
Em 2004, foi preso no Japão ao tentar embarcar com um passaporte cancelado. A imagem que circulou mostrava um homem transformado: cabelos longos e desalinhados, barba espessa, olhar distante. Um gênio que conquistou o mundo e sucumbiu aos próprios conflitos internos.
A Islândia,
[spoiler]palco de seu maior triunfo,
O ciclo se fechou: 64 anos, 64 casas. Um jogo completo.
Fischer integrou uma linhagem de mentes brilhantes que tocaram o abismo. Jackson Pollock mergulhava no caos das próprias tintas. Vincent van Gogh enxergava o mundo com uma intensidade cromática singular. Nikola Tesla desenvolveu um vínculo obsessivo com uma pomba, à qual atribuía sentimentos recíprocos. Pitágoras cultivava crenças rigorosas sobre pureza e números. Empédocles entrou para a tradição como aquele que teria se lançado ao Etna em busca de imortalidade. Em todos eles, a intensidade criativa caminhou ao lado da obsessão, da paranoia e da solidão.
Bobby Fischer encarnou essa tensão de forma extrema. Derrubou impérios e se tornou lenda. Sua batalha mais dura ocorreu dentro da própria mente, na fronteira entre clareza e ruptura, entre visão e autodestruição.
Fica a pergunta: todo gênio carrega consigo o risco de se perder?🚶♂️✨🌎
PS: Eu creio que o título transmite apropriadamente a ideia do filme (que Fischer era uma ferramenta do complexo industrial militar da Guerra Fria, cuja vida foi destruída pela pressão do papel que ele foi forçado a assumir). Essa ideia em si não é particularmente precisa, é claro.
dublagem podre 👎👎👎 filme maneiro 👍👍👍
Muito boa a história e também a atuação do Tobey Maguire.
A produção e atuação estão muito bons, porém o enredo é longo demais e nada de interessante acontece, ou seja, achei entediante, chatinho e cansativo ainda mais pra mim que não entendo nada de jogo de xadrez.
Quando acaba é dito baseado em fatos reais e que o homem morreu em 2008 e só. rs
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Genial