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Data de lançamento
25 Ago. 2018Duração
Longa-metragem de António Ferreira, inspirado na lenda de D. Pedro e D. Inês e no romance "A Trança de Inês", de Rosa Lobato de Faria. São três histórias diferentes mas que ressoam uma nas outras, completando-se, onde um acontecimento na idade média parece reverberar noutro mil anos mais tarde, acabando as três histórias por se entrelaçar formando uma única linha narrativa, atemporal, num tempo que não é sequencial mas antes paralelo, simultâneo. A história é contada do ponto de vista de Pedro, um homem internado num hospital psiquiátrico por ter viajado de carro vários dias com a sua namorada Inês, morta no banco do passageiro. Este homem, Pedro, recorda simultaneamente e de forma indistinta as três vidas que viveu.
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8.0 - Uma remistura/revisão da história de D. Pedro e D. Inês, a partir da adaptação do conto de Rosa Lobato Faria "A Trança de Inês", realizada por António Ferreira, e que reparte o episódio histórico da própria História de Portugal, em 3 partes temporais (Passado, Presente e Futuro)! Com um argumento em flashbacks, avanços e novos recuos na narrativa da história, assistimos a uma película recheada de um forte lirismo, focada numa história de amor, dor, morte, loucura e vingança, constituindo um retrato intemporal e emocionalmente estimulante deste laivo de Amor trágico! De destacar também a banda sonora, a cargo de Luís Pedro Madeira, muito bem escolhida e adequada ao "tom" do filme, e que tem o seu momento mais áureo logo na cena inicial da película, que é simplesmente soberba! A destacar, também a presença da lindíssima Joana de Verona (a dita D. Inês), de Vera Kolodzig (D. Constança), de Diogo Amaral (intenso, com o seu D. Pedro), entre outros nomes de renome do palco e ecrãs portugueses.
que trilha sonora maravilhosa! <3
Com uma narrativa multi-linear que se divide em três épocas diferentes - onde a quarta seria uma espécie de plano ancestral - Pedro e Inês é um filme sobre o amor além do tempo entre duas almas que parecem ter sido prometidas a si pelo destino.
Baseado no romance A Trança de Inês, o qual se inspira na lenda de Dom Pedro I e Inês de Castro, o filme tem seu ponto de partida exatamente em meados do século XIV, quando Dom Pedro (Diogo Amaral), herdeiro do trono, tem seu casamento arranjado com Constança (Vera Kolodzig), porém, é pela bela Inês (Joana de Verona) por quem ele se apaixona, e ambos lutarão por esse amor até o fim.
No presente e no futuro a história se repete, ou melhor, os mesmos personagens são colocados nestas épocas distintas, compartilhando apenas o amor entre Pedro e Inês, sendo que no futuro - pra mim, a mais envolvente das histórias - encontramos uma sociedade distópica que vive sob estilo rural, quase naturalista, onde os casamentos são arranjados por um guru espiritual em prol da perpetuação da linhagem e espécie.
Nas três histórias, apesar de Afonso (João Lagarto), o pai de Pedro, ser sempre uma ameaça, o maior papel de oposição ao amor de Pedro e Inês fica para Constança, aquela que a princípio parecia ser a sua prometida, mas que sempre se revela uma amarga rejeitada em busca de vingança.
O amor entre Pedro e Inês é tão forte que é capaz de superar estas três divisões de tempo e ir para uma além, onde Pedro está numa espécie de clínica de repouso e, entre devaneios e visões de sua amada, anseia pelo momento em que finalmente ficarão juntos.
Apesar do tom novelesco e episódico, principalmente na transição seca das cenas e dos períodos que não conversam entre si, a repetição dos plots e dos personagens (sempre a mesma luta pelo amor proibido), assim como o pobre design de produção exageradamente clean, o diretor António Ferreira consegue harmonizar as peças deste romance com tons de tragédia de uma maneira que compreendemos a ideia de que o amor destas duas almas pode superar quaisquer adversidades, sejam as barreiras sociais, a família, a inveja e, principalmente, o tempo.