Um homem narra sua história: a escolha de estudos, a relação com os pais, e principalmente o momento em que conheceu Pelin, sua futura noiva. Um dia, a jovem mulher lhe pede para matar a sua mãe, para que depois os dois possam se casar em paz. Onur começa então a descrever o passo a passo de um crime que foge completamente aos planos de todos os envolvidos, trazendo consequências graves ao casal apaixonado.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Não se se captei a mensagem que o diretor quis passar ao narrar todo esse fato, pois pareceu um documentário maçante, tentando humanizar os que cometeram o crime?
Não deixa de ser curiosa a forma com que Burak Çevik decide contar esta história pesada que remete a um fato que aconteceu em sua própria família. Quando Çevik ainda era criança, sua avó foi assassinada pela própria filha e pelo namorado por sua oposição ao namoro entre ambos. As semelhanças com o caso Richthofen saltam na memória da audiência brasileira.
É desta história cruel que Çevik tira essa inspiração quase doentia e, pra piorar, a forma com que ele a transforma em ficção torna a experiência ainda mais difícil de ser encarada. A curta duração pelo menos ajuda a deixar a narrativa menos pedante, já que na primeira meia hora um narrador ausente conta o passo a passo para a realização do crime enquanto diversas imagens permanecem estáticas no quadro. Ficamos sabendo por meio desta voz todo o modus-operandi da dupla de namorados, porém, as reais intenções ou as consequências daquele crime, assim com o fator dramático e emocional, são praticamente abandonados em função do exercício ao qual Çevik se propõe.
Na segunda metade, os personagens ganham rostos, estamos na noite em que o casal se conheceu. Acompanhamos um romance jovial como outro qualquer. A narrativa tão oposta desta segunda metade acaba não suprindo o que faltava na anterior, tudo ainda parece um jogo de cena ou até mesmo puro fetiche mórbido do diretor. Ao final, tudo parece inconclusivo.
Acho que é o filme mais chato que já vi na minha vida.