Panelkapcsolat (The Prefab People), o primeiro trabalho de Béla Tarr com atores profissionais, é um lugar escuro e desprovido de otimismo, onde se assiste ao corroer e à degradação de uma relação familiar por entre as ruínas da sua miserabildiade social. Uma mulher e um homem querem mover-se, mas permanecem enterrados no pântano. O preto-e-branco granulado e a câmara sempre muito próxima aos actores acentuam o caos e a desolação destas vidas cinzentas, em que a crueldade da hipocrisia se faz mais sentir numa longa sequência de um baile, episódio que deveria ser sinónimo de alegria e festividade.
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Um Bela Tarr típico do início de carreira, (ao menos até Danação) com um tom semidocumental focado nas crises familiares. Vai muito do envolvimento do espectador com as personagens, eu mesmo acabei ficando um tanto indiferente ao drama vivido pelo casal, ainda sim um filme bom de se acompanhar.
Velhos fantasmas soprando no ouvido das famílias mais vulneráveis.
Com Béla Tarr realmente não há meio termo, ou seus filmes são "falastrões"(tagarelas),ou fazem uso de um silêncio cadavérico e artificial... "Pessoas Pré-Fabricadas" enquadra-se na primeira categoria. O assisti ontem, aqui em São Paulo, na mostra indie (cinesesc). No início, parece um Bergman um tanto desajeitado (é clara a referência à "Cenas de um Casamento"); depois evolui p/ um discurso pseudo-político, em tom de crítica ao passado socialista da Hungria; em seguida retorna à desnecessária "tagarelice" sobre assuntos banais...