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Grande exemplo do esporte paralímpico, a vida do sul-africano Oscar Pistorius, conhecido por muitos como “Blade Runner”, virou um pesadelo em 2013, quando assassinou a namorada Reeva Steenkamp com quatro tiros no banheiro da casa deles.
Dono de seis medalhas de ouro paralímpicas, o ex-atleta Pistorius, que escreveu seu nome na história ao ser o primeiro atleta olímpico e paralímpico a competir de maneira simultânea e em igualdade de possibilidades com atletas não deficientes em nível mundial e olímpico, cumpre pena de mais de 13 anos de prisão pelo assassinato. Ele nunca se declarou culpado pelo crime.
Agora, a série documental "Pistorius" tenta esclarecer o que aconteceu naquela madrugada do dia 14 de fevereiro de 2013.
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Achei uma excelente série. Imparcial, como todo documentário deveria ser. Muito difícil tirar uma conclusão sobre o que realmente aconteceu. Eu me recuso a acreditar que alguém tenha tanta raiva de alguém com quem se relaciona, a ponto de matar com uma espingarda, e ainda por cima usar um taco. Mas pode ter sido? Pode. Como pode não ter sido. Isso é o que angustia nessa história. Será que houve justiça para a família de Reeva? O sofrimento dos pais é de cortar o coração, como também é de doer presenciar o sofrimento de Oscar. Se ele realmente teve a intenção de matar a namorada, dá pra ver que ele já estava "pagando" por isso com toda a emoção demonstrada e inclusive, com o fim da carreira (que acredito tenha tido muito impacto dada a condição em que viveu desde criança). Uma coisa é certa, é tudo muito triste.
O que esse cara fez pelo esporte é simplesmente um absurdo, mas essa vida particular dele foi sempre um problema, a verdade quem sabe é somente ele e quem sou eu para julgar alguém.
Nos quatro episódios da série documental “Pistorius”, você verá a imagem de um homem vitorioso: campeão paraolímpico por oito vezes, um exemplo de atleta, um ídolo, alguém que superou todas as adversidades e se tornou o primeiro paratleta a competir nos Jogos Olímpicos “tradicionais”, contra pessoas sem deficiência física. Porém, você também verá a face de um homem que teve a sua vida destruída e que ficará marcado pelas consequências da tragédia na sua existência.
A trajetória de Oscar Pistorius se transformou por completo no dia 14 de fevereiro de 2013 (data em que se celebra o dia dos namorados nas nações de língua inglesa), quando ele assassinou a sua então namorada Reeva Steenkamp, com quatro tiros, ao confundi-la com um invasor na residência em que ambos moravam. Esta é a versão de Oscar.
O foco da série documental é nos narrar como Pistorius foi do céu ao inferno. Dois dos episódios se passam dentro do tribunal, no julgamento do assassinato de Reeva. Embora a imagem de Oscar Pistorius nos cause muita compaixão, pois você consegue acreditar no arrependimento dele e no fato dele estar transtornado após o crime; a verdade é que a versão dele para os acontecimentos daquele dia é cheia de incongruências: como Reeva não se manifestou, diante dos gritos de Oscar, que não tinha invasor nenhum na casa e que quem estava trancada dentro do banheiro da residência era ela?
Neste sentido, “Pistorius” é uma série documental muito rica nos depoimentos que traz e nas contextualizações que faz. No decorrer dos episódios, jornalistas, familiares, amigos, advogados, consultores jurídicos, promotores nos recontam a história de Oscar Pistorius.
Mesmo assim, o que fica conosco, após os quatro episódios da série, é a sensação de que a verdade ainda não está tão clara ainda. Só quem sabe o que realmente aconteceu naquela madrugada é Oscar. Se, um dia ele compartilhará isso conosco, é uma incógnita.
Não conhecia a história do Oscar (apesar de ter acompanhado brevemente algumas Olimpíadas no passado), dito isso, achei o documentário fenomenal.
Dividido em quatro episódios (sendo o primeiro somente sobre a história de vida do Oscar, o segundo sobre o caso de homicídio, e o terceiro e quarto sobre o julgamento), eles são extremamente bem organizados, explicados certinho e até com aspectos visuais que ajudam na compreensão do caso (modelo 3D, reconstituição e imagens reais do caso [alerta para os mais fracos em relação a isso, pois realmente mostram fotos reais da menina morta..])
De certa forma, também consegue ser imparcial, mostrando tanto o lado da acusação contra e a defesa do Oscar, então não fica com pegada tendenciosa ao assistir, inclusive, achei que deixa com aquele gostinho de " não tenho certeza no que acreditar ".
porém achei bastante curioso o fato de que já na prisão ele reatou o namoro com a 1ª namorada dele, sendo que a 2ª namorada dele já tinha declarado ciúmes na época do relacionamento, e tendo registro de uma ligação/mensagem telefônica no DIA em que ele matou a 3ª namorada, sendo até usado como um possível razão da morte (a 3ª namorada ter descoberto dessa relação e ele ter ficado com raiva...)