Como é possível se voltar para as imagens de arquivo para repensar o trauma sem, com isso, reproduzir esse trauma mais uma vez? Há um gesto cinematográfico nesse filme argentino que fala muito sobre as possibilidades de imaginar sobre esses arquivos, de contar aquilo que eles sozinhos não contam. A partir de extratos de uma fita VHS, a narração de um final feliz fabulado, as chances de “criar instantes de eternidade” dentro de um cenário de mortes em uma pandemia que, no anos 1980 e 90, levou embora tanta gente vítima do vírus HIV. (C. A)
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