Bi-racial, mulher, da classe trabalhadora e possuindo uma voz inesquecível (sem mencionar a perspectiva mais satírica do punk), a fundadora da X-Ray Spex, Poly Styrene, foi, como a Billboard proclamou, "uma das frontes menos convencionais da história do rock". Pela primeira vez, as peças do quebra-cabeças da fascinante vida da Poly são reunidas por sua filha Celeste Bell, que se desloca por três continentes para explorar o legado artístico de sua mãe. O filme combina entrevistas originais, novas pesquisas, música e material de arquivo inédito para apresentar um retrato emocionante, poético e às vezes impressionista de uma cantora, dissidente e mãe.
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De longe essa mulher foi precurssora do movimento riot girl...Bikini Kill chupinhou demais ela. Belo documentario. Merecia maior reconhecimento.
Celeste Bell se faz valer de assuntos que temo que alguns fãs de música quando forem assistir o documentário possam ousar querer chamar por aquele termo bobo: "lacração" Só espero que antes que possam soltar qualquer comentário do tipo, os espectadores coloquem a mão na consciência por pelo menos um minuto e avaliem tudo: Poly era mulher, mestiça, fora dos padrões de beleza, líder de uma banda de punk rock, quando a cena era majoritariamente atuada por homens brancos (bem antes do movimento riot girls), e se destacou como poucos, foi um ser humano inacreditável. Bell não tinha sequer maneira de pensar em escapar desses temas, e na minha opinião, ela o abordou muito bem, soube conduzir, costurar as coisas. Fiquei realmente tocada logo ali no inicio quando ela questiona o papel que Poly Styrene teve como mãe, partindo disso, ela desenvolveu muito bem a história e levando e conta todos as aspectos e situações, ela a a perdoa. Celeste Bell sabe que sua mãe teve que se dividir em tantas para ser mãe dela e mãe de um movimento inteiro e que sofreu muito nesse processo.
Agora tenho uma nova ídola <3