Dirigido por
Duração
Há crianças sem lugar no mundo. São crianças entregues a instituições e que não se desenvolvem nos padrões esperados: não são portadoras de deficiências, mas também não têm um desenvolvimento dito normal. Assim era Janaína, negra, pobre e institucionalizada na Febem dos anos 1980. Ela se debatia no berço e se machucava, ficava com a mão espalmada, não falava e não se relacionava com outras crianças. Hoje, duas décadas depois, onde estará Janaína?
Direção: Miriam Chnaiderman
Argumento: Déborah Sereno
Edição: Cristina Amaral
Assistência de direção: Déborah Sereno e Maria Carolina Telles
Direção de fotografia: Rinaldo Martinucci
Som: Alfredo Guerra
Edição de som: Eduardo Santos Mendes
Trilha sonora: Carlos Ranoya e Daniel Barreiro
Produção executiva: Reinaldo Pinheiro
Tradução: Luciana do Carmo Fucci (espanhol), Jean Claude Roger
Marino Sante (francês) e Gisleine Christina Motone Lidell (inglês
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
Um documentário feito por uma psicanalista: “Uma psicanalista que faz cinema”, assim Miriam Chnaiderman se auto-define e delimita".
É um documentário e tanto, vasculhar e transmitir ao espectador esse mundo das instituições não é qualquer coisa. Chnaiderman vasculhou os arquivos depositados no Núcleo de Documentação do Adolescente (Febem) e em outras instituições onde Janaína esteve, assim, vamos sabendo e nos assombrando do destino dessa menina chamada Janaína.
O documentário vai nos levando por questões, como por exemplo, Qual terá sido o destino de uma criança negra, pobre, órfã, e, além de tudo, autista?" Por que alguns pais abandonam seus filhos? E o que é feito das crianças que nascem sem lugar no mundo?
Falar de Janaína é contar a história da Febem, do Estatuto da Criança e do Adolescente", que passou a vigorar em 1990, quando Janaína tinha 10 anos de idade.
Esse documentário é visceral!