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Duração
O ano é 1973, as imagens em preto-e-branco. "Meu pai já previa que eu seria uma cantora ao me dar esse nome", diz, antes de um close nas mãos inquietas denunciar o temperamento forte daquela que se tornaria a maior cantora do Brasil. O arquivo do programa é hoje um acervo musical e histórico único. Entre as diversas composições, pelas quais Elis passeou e deu vida como se fossem suas, estão canções de Gilberto Gil, Marcos Valle, Edu Lobo, Chico Buarque, Baden Powell e o também eterno Tom Jobim, entre outros. A ousadia, a tristeza e a alegria da Pimentinha se intercalam e trazem à tona toda a emoção dessa mulher que viveu à flor da pele. A entrevista e as músicas que compõem o programa demonstram um clima triste e nostálgico.
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Simplesmente a maior cantora do Brasil, quiçá do mundo. Nesse especial, misto de entrevista e performances, Elis esbanja carisma e qualidade artística. Destaque para a forma que a entrevista é estruturada - sem a voz do entrevistador, com a cantora apenas respondendo - e, claro, para as canções, em especial Cais, Atrás da Porta, Upa Neguinho e Águas de Março.
Entre uma canção e outra, Elis fala um pouco da sua vida, da sua carreira, dos seus compositores favoritos (Gil e Milton). Sem dúvida, um registro antológico da música e da televisão brasileira.
Um dos primeiros programas do clássico programa conhecido hoje em dia como "Ensaio". Tenho acompanhado várias edições seja nos anos 70, 90 ou 2000 etc... e achei esse com a cantora Elis o mais intenso, contido e sincero fora as interpretações das músicas que estão leves e espontâneas.
"Não quero lhe falar meu grande amor
De coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto é menor do que a vida
De qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado pra nós
Que somos jovens..."!
Lindo!