Pandora's Promise é um documentário sobre a história e o futuro da energia nuclear. O filme explora como essa polemica e temida tecnologia se transformou em uma alternativa tão tentadora que aqueles que antes lutavam contra ela, agora a desejam, trazendo depoimentos de ambientalistas que eram, antes, anti-energia nuclear, e agora defendem-a nesse filme.
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Defende a fonte atômica, ao apresentar todos os seus benefícios e ao comparar sua eficiência com a de combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão mineral. Interessante é estabelecer um paralelo desse documentário com o ‘The Atomic States Of America’ (‘Os Estados Atômicos da América’), que é contrária à utilização da matriz energética nuclear. Assistir aos dois me permitiu não só enxergar que cada um seleciona os argumentos favoráveis e corta os desfavoráveis, claro, mas também me permitiu colocar todos esses argumentos numa balança, para dai extrair as minhas próprias conclusões e construir um ponto de vista. À medida que se assiste um, seu ponto de vista muda gradativamente em relação ao outro, até chegar num meio termo e, independentemente da ordem em que são assistidas, as duas obras te fazem ficar ponderando os argumentos, mudando de opinião o tempo inteiro. Como assisti ‘Pandora’s Promise’ depois, em determinados momentos, os discursos pró-nucleares me pareciam um tanto cínicos, enquanto que os depoimentos de ‘The Atomic States Of America’ me lembravam ser cada vez mais sinceros. O problema é que em alguns assuntos abordados, ao compararmos os pontos de vista, não era possível saber em qual deles confiar. Assistir esses dois documentários foi só um caminho para poder refletir mais criticamente sobre esse tema tão polêmico. Recomendo ambos.
Realmente me convenceu que energia nuclear até que não é uma má ideia e sim que eu era ignorante no assunto.
Vale muito a pena, especialmente para quem se interessa pela questão energética/ambiental como ela é de fato, e não como ela é abordada (e propagandeada) por movimentos como o Greenpeace e empresas eco-capitalistas.
O documentário desmascara a grande farsa que são os argumentos dos movimentos ambientalistas contrários a Energia Nuclear.
Aponta uma alternativa viável que resolveria o problema energético e se mostraria muito menos nociva ao meio ambiente que a nossa atual matriz energética.
O documentário tem um lado positivo e um negativo.
Pelo lado bom, ele mostra que fontes como eólica, solar e mesmo biomassa não serão suficientes para lidar com os problemas gerados por nossa sociedade. Mostram também o óbvio: que entre termelétricas movidas a carvão e petróleo, a opção nuclear é superior. O ponto que mais me chamou a atenção é sobre a radioatividade. Ao mostrar que mesmo o grande bicho-papão dos movimentos anti energia nuclear, Chernobyl, não causou um impacto tão terrível quanto é propagandeado, o documentário presta um grande serviço. De fato, antes de ver o filme eu já havia chegado a conclusão que os acidentes nucleares não causam efeitos assim tão terríveis sobre o ecossistema (e aqui estou colocando os seres humanos como apenas uma parte deste). O dano maior é sobre as pessoas consideradas individualmente, pois estas sim podem ter problemas consideráveis. Mas o impacto "estatístico" é bem pequeno.
O lado ruim do filme é que, apesar de eu concordar com a premissa de que energia eólica e solar não resolvem todos os problemas causados por nossa sociedade, ele não ataca a raiz do problema: a nossa sociedade atual não é a melhor sociedade possível, como defendido pelo pensamento triunfalista da década de 90 capitaneado pelo atual saco de pancadas Francis Fukuyama. Nossa sociedade pode, e deve, mudar. Uma sociedade diferente necessitaria de menos energia, ao lidar com os problemas da condição humana de forma diferente. Dando nome aos bois, os problemas da sociedade não precisam encontrar todas as suas soluções no mercado. A grande falha do filme, pra mim, é considerar a nossa sociedade capitalista como imutável. E também algo me chamou a atenção: fala-se muito pouco da comparação entre energia nuclear e termelétricas a gás natural. Na minha concepção, não há ainda informações suficientes para afirmar que a opção nuclear é melhor do que a por gás natural. O documentário convenientemente deixa este assunto de lado.