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Duração
"Giovanni, que vive com a filha Márcia e o mordomo Aristóteles, em rica mansão balneária, costuma reunir amigos nos fins de semana. Com a chegada de um siciliano amigo de infância, Don Federico e a jovem esposa, Graziella, Giovanni convida casais amigos para uma festa: Genaro e Mara, Márcio e Sueli, Francesco e Gioconda, Giuseppe e Silvana, acompanhados do filho andrógino, Eduardo. Depois de um jantar típico à italiana, Giovanni propõe o jogo da troca das chaves, inicialmente recusado pelo siciliano conservador que, no entanto, termina cedendo. Para seu azar, ele é o único que fica de fora. A filha de Giovanni, Márcia, tenta seduzir Eduardo, no que é invariavelmente repelida. Até que, encontrando-o deitado ao sol num tapete, pede a Alá que faça o tapete voar. O pedido é atendido para horror do rapaz, compelido, afinal, a amar três vezes a moça que lhe entregou a pureza".
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Eu imaginava que fosse muito ruim... Mas é muito, muito pior do que eu sequer cogitei em imaginar. Sabia que deparar-me-ia com misoginia, homofobia e outras características do período ditatorial, mas aquela saudação ao 'Duce' foi um choque, da maneira que apareceu, ainda que justificada tramaticamente (é o personagem que é assumidamente fascista, não obstante o filme também o acompanhar em intenções), mas o pior é suportar a própria duração da obra, visto que montagem e direção, ambas a cargo do Rossi, são tão ruins, mas tão ruins, que beira o experimentalismo, na maneira como as seqüências não se concatenam, como não há desenvolvimento de personagens, como as 'gags' interrompem situações que não ficam engraçadas nem mesmo após as piadas (vide tudo o que é feito pelo Rony Cócegas, por exemplo). Mesmo detestando as conotações ideológicas, em âmbito fílmico, o 'flashback' (ou alucinação) fascista funciona, bem como o desfecho que incorre na "cura gay". Mas até que isso ocorra, que tortura suportar a total falta de habilidade narrativa dos envolvidos. Um horror! (WPC>)