A jovem professora, Eva Nygaard (Astrid Villaume), chega a Greenland vindo da Dinamarca para surpreender seu noivo, o médico Erik Halsøe, mas é surpreendida ao descobrir que ele não esperou por ela e ele está prestes a se casar com sua enfermeira assistente. Eva viaja para uma pequena vila de pescadores para esperar o próximo navio de volta para a Dinamarca. Lá, ela entra em uma relação tensa e muitas vezes conflituosa com Jens (Poul Reichhardt), um tranquilo dinamarquês moody que administra uma empresa de negociação.
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Pronto! Preciso conhecer a Groelândia.
Com uma excelente fotografia, o filme traz duas histórias. A principal da moça que chega e descobre a traição, iniciando um romance "comum" e a história do nativo que nos leva a conhecer o Qivitoq que dá título ao filme. Nota 7,5.
Drama romântico dinamarquês indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro (o vencedor do ano foi o italiano "A estrada da vida", de Fellini); no Festival de Cannes, foi nomeado à Palma de Ouro de melhor filme. Inteiramente filmado em locações na Groenlândia, é um filme interessante que mostra a vida simples e solitária dos moradores e nativos desta grande ilha gelada que vivem da caça e da pesca. O título "Qivitoq" refere-se a uma superstição do povo indígena (os esquimós) referente a um espírito maligno que habita nas montanhas geladas e que também é chamado de "vagabundo da montanha".
Há duas cenas bem impactantes: os nativos se alimentando de uma foca de forma crua e um garotinho sendo atacado ferozmente pelos cães e ficando à beira da morte. A parte final, durante uma perseguição nas montanhas, também é bem tensa e sufocante.
Um romancezinho como pano de fundo para uma belíssima história baseada no folclore inuit. A Groenlândia como cenário proporciona uma fotografia magnífica!
Ao fim pode-se concluir: um filme belo e alegre.