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O professor de música aposentado Misha Brankov (Mustafa Nadarevic) recebe uma carta solicitando sua presença no Museu Judaico na cidade de Belgrado. Ao visitar o museu, lhe entregam uma caixa de ferro recentemente desenterrada num local onde havia funcionado um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Através dessa caixa, Misha irá se deparar com um passado, até então, desconhecido, e descobrirá a verdadeira história de sua origem.
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Uma obra sublime. Sua premissa é simples, mas sua generalização é denunciante, impactante!
Misha Brankov, um professor de música aposentado revisitará o seu passado ao receber uma carta do museu judaico de Belgrado. A verdadeira história de sua origem emergirá, fazendo-o sentir necessidades de se reconectar com suas raízes através da música. Quer fazer uma homenagem aos milhares de judeus exterminados no campo de prisioneiros comandado pela Gestapo, instalado em Jasenovac (hoje território croata). Lá foram também mortos sérvios e ciganos.
Brankov deseja uma cerimônia comemorativa para executar uma composição musical, cuja partitura foi achada no local. Ele pede ajuda à músicos conterrâneos para alcançar o seu intento, inclusive para seu filho, um renomado maestro de uma orquestra. Ninguém tem tempo para se voltar para o passado!
A ajuda virá dos ciganos (vítimas do passado e do presente) e de um velho amigo, músico aposentado, com bloqueios há uma década! Eles executarão a canção, escrita pelo compositor e prisioneiro, Isaac Weiss. Ele compôs “Enquanto a música existir, nós existiremos”.
Em tempos de governos ultranacionalistas, fica o lema, talvez um pouco clichê, mas altamente necessário: É PRECISO LEMBRAR PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!
Que as perseguições por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas não aconteçam mais nem lá, nem cá!