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Data de lançamento
20 Jan. 2024Duração
A corajosa luta da cineasta e jornalista Shiori Ito para processar seu estuprador, o jornalista mais próximo e biógrafo do então primeiro-ministro Shinzo Abe. Sua jornada se torna um marco no Japão, expondo o arcaico sistema judicial do país.
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Paulada! Angustiante do início ao fim. E depois que termina: revoltante.
Não haverá libertação da classe trabalhadora enquanto houver racismo, homofobia e patriarcado.
Infelizmente o assédio, o abuso é global.....em todos os paises as mulheres são atacadas..
Muito 😢. 12/04/26.
Co-produção anglo-nipo-estadunidense da Cineric Creative, Hanashi Films, Spark Features e Star Sands indicada ao Oscar de melhor documentário; no BAFTA, foi nomeado a melhor documentário, além de ter participado de vários festivais de cinema pelo mundo todo.
No Reino Unido, a BBC transmitiu o documentário Black Box Diaries (25), como episódio 2 da 29ª temporada de sua série de documentários de longa duração Storyville (1997-2026), que já dura 29 anos no ar; exibido pela 1° vez em 4 de fevereiro de 2025, como parte da série de 2025. Esta foi a estréia de Shiori Itô como diretora, roteirista e produtora.
Demorei a ver este documentário policial e me surpreendi com alguns fatos que não imaginava que aconteciam: o Japão, um dos países mais ricos e com menor violência no mundo, se parece muito com o Brasil atual e seu judiciário corrompido em muitas falcatruas e corrupção inimaginável. Prova mais uma vez que a coragem, a resiliência e o altruísmo ainda existem, e que, embora a 'boa luta' nunca seja completamente vencida, vale a pena lutar por ela. Nesta investigação crucial sobre a injustiça sistêmica, Ito nos mostra que é possível sobreviver a algo que parece insuperável, e devemos ser gratos por seu exemplo notável.
Machismo, discriminação, assédio sexual... males de um Japão tecnologicamente avançado, mas tão retrógrado no que diz respeito à justiça e leis para proteger as mulheres.
Não fosse a direção do documentário tão patentemente inexperiente, talvez todo o caso pudesse ser melhor aproveitado como registro cinematográfico.
Ora, mas se não fosse Shiori Itô a responsável por contar o próprio caso, talvez perderíamos a oportunidade de enxergar pelos olhos dela, alguém que vai de encontro ao estereótipo da “vítima fragilizada”, todo o horror vivido durante a batalha.